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Ibovespa sobe 2% e retoma dos 180 mil pontos com ‘trégua’ no conflito no Irã; 5 coisas para saber antes de investir hoje (23)

23 mar 2026, 10:12 - atualizado em 23 mar 2026, 10:41
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(Imagem: REUTERS/Amanda Perobelli)

O Ibovespa (IBOV) inicia a sessão em forte alta com um breve alívio nas tensões no Irã e derretimento dos preços do petróleo.

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Por volta de 10h10 (horário de Brasília), o principal índice da bolsa brasileira operava com alta de 1,53%, aos 178.913,16 pontos. 



O dólar à vista opera em queda ante o real, em sintonia com o desempenho da moeda no exterior. No mesmo horário, a moeda norte-americana caía a R$ 5,2607 (-0,91%). Já o DXY, que compara o dólar a uma cesta de seis divisas fortes, tinha queda de 0,45%, aos 99,193 pontos.

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5 assuntos para saber ao investir no Ibovespa nesta segunda-feira (23)

1 – Selic mais alta em dezembro

Os economistas ouvidos pelo Banco Central (BC) elevaram as projeções para a Selic passaram de 12,25% para 12,50% este ano, segundo o Boletim Focus divulgado nesta segunda-feira e o primeiro após a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) em reduzir os juros para 14,75% ao ano.

Já as expectativas para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2026 aumentaram de 4,10% para 4,17%.

A aposta para o câmbio, por sua vez, aponta um dólar cotado a R$ 5,40 ao fim deste ano, mesmo valor da projeção anterior. 

A expectativa para o crescimento da economia também sofreu alterações em 2026. O mercado espera que o Produto Interno Bruto (PIB) aumente 1,84% este ano, ante 1,83% na semana anterior.

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2 – Acordo UE-Mercosul

O acordo de livre comércio entre União Europeia e Mercosul entrará em vigor provisoriamente a partir de 1º de maio, informou a Comissão Europeia nesta segunda-feira.

Os principais elementos comerciais do acordo, que tem se mostrado controverso na Europa, serão aplicados a partir dessa data entre a União Europeia, composta por 27 nações, e os países do Mercosul que concluíram seus procedimentos de ratificação até o final de março.

“Argentina, Brasil e Uruguai já o fizeram. O Paraguai ratificou o acordo recentemente e espera-se que envie sua notificação em breve”, afirmou a Comissão em comunicado.

3 – Conflito no Irã

O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que Washington e Teerã tiveram, nos últimos dois dias, conversas “muito boas e produtivas” a respeito de uma resolução completa e total das hostilidades entre as partes no Oriente Médio.

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“Com base no teor e no tom dessas conversas aprofundadas, detalhadas e construtivas, instruí o Departamento de Guerra a adiar todos e quaisquer ataques militares contra usinas de energia e infraestrutura energética iranianas por um período de cinco dias”, escreveu Trump em uma postagem na Truth Social.

A agência de notícias iraniana Fars, citando uma fonte, afirmou que não há comunicações diretas ou indiretas com os Estados Unidos, apesar da recente declaração de Trump.

4 – Petróleo despenca

Mais cedo, os preços do petróleo chegaram a cair 13% após o presidente Trump e o barril do Brent atingiu US$ 96, na mínima da sessão.

Por volta de 10h (horário de Brasília), o contrato futuro do Brent para junho caía 8,55%, a US$ 97,34 o barril na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres.

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Já o futuro do West Texas Intermediate (WTI) para maio caía 8,93%, a US$ 89,52 o barril na New York Mercantile Exchange (Nymex), nos EUA, no mesmo horário.

5 – Isenção da sanção ao petróleo russo

Na sexta-feira, o governo Trump emitiu uma isenção de sanções de 30 dias para a compra de petróleo iraniano no mar para aliviar as pressões de fornecimento de energia desde o início da guerra dos EUA e Israel contra o Irã, disse o secretário do Tesouro norte-americano, Scott Bessent.

Essa foi a terceira vez que os EUA suspenderam temporariamente as sanções em cerca de duas semanas. Os EUA já haviam aliviado as sanções sobre o petróleo russo e, agora, emitiram uma licença geral que permite a venda de petróleo bruto iraniano e produtos petrolíferos carregados em navios de 20 de março a 19 de abril, de acordo com a licença publicada no site do Departamento do Tesouro.

*Com informações de Reuters

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Repórter
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter do MoneyTimes e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise politica da XP Investimentos.
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter do MoneyTimes e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise politica da XP Investimentos.
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