Ibovespa sobe 2% e retoma dos 180 mil pontos com ‘trégua’ no conflito no Irã; 5 coisas para saber antes de investir hoje (23)
O Ibovespa (IBOV) inicia a sessão em forte alta com um breve alívio nas tensões no Irã e derretimento dos preços do petróleo.
Por volta de 10h10 (horário de Brasília), o principal índice da bolsa brasileira operava com alta de 1,53%, aos 178.913,16 pontos.
O dólar à vista opera em queda ante o real, em sintonia com o desempenho da moeda no exterior. No mesmo horário, a moeda norte-americana caía a R$ 5,2607 (-0,91%). Já o DXY, que compara o dólar a uma cesta de seis divisas fortes, tinha queda de 0,45%, aos 99,193 pontos.
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5 assuntos para saber ao investir no Ibovespa nesta segunda-feira (23)
1 – Selic mais alta em dezembro
Os economistas ouvidos pelo Banco Central (BC) elevaram as projeções para a Selic passaram de 12,25% para 12,50% este ano, segundo o Boletim Focus divulgado nesta segunda-feira e o primeiro após a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) em reduzir os juros para 14,75% ao ano.
Já as expectativas para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2026 aumentaram de 4,10% para 4,17%.
A aposta para o câmbio, por sua vez, aponta um dólar cotado a R$ 5,40 ao fim deste ano, mesmo valor da projeção anterior.
A expectativa para o crescimento da economia também sofreu alterações em 2026. O mercado espera que o Produto Interno Bruto (PIB) aumente 1,84% este ano, ante 1,83% na semana anterior.
- LEIA MAIS: Mercado sobe projeção de Selic e inflação para 2026; veja o Focus desta segunda-feira (23)
2 – Acordo UE-Mercosul
O acordo de livre comércio entre União Europeia e Mercosul entrará em vigor provisoriamente a partir de 1º de maio, informou a Comissão Europeia nesta segunda-feira.
Os principais elementos comerciais do acordo, que tem se mostrado controverso na Europa, serão aplicados a partir dessa data entre a União Europeia, composta por 27 nações, e os países do Mercosul que concluíram seus procedimentos de ratificação até o final de março.
“Argentina, Brasil e Uruguai já o fizeram. O Paraguai ratificou o acordo recentemente e espera-se que envie sua notificação em breve”, afirmou a Comissão em comunicado.
3 – Conflito no Irã
O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que Washington e Teerã tiveram, nos últimos dois dias, conversas “muito boas e produtivas” a respeito de uma resolução completa e total das hostilidades entre as partes no Oriente Médio.
“Com base no teor e no tom dessas conversas aprofundadas, detalhadas e construtivas, instruí o Departamento de Guerra a adiar todos e quaisquer ataques militares contra usinas de energia e infraestrutura energética iranianas por um período de cinco dias”, escreveu Trump em uma postagem na Truth Social.
A agência de notícias iraniana Fars, citando uma fonte, afirmou que não há comunicações diretas ou indiretas com os Estados Unidos, apesar da recente declaração de Trump.
4 – Petróleo despenca
Mais cedo, os preços do petróleo chegaram a cair 13% após o presidente Trump e o barril do Brent atingiu US$ 96, na mínima da sessão.
Por volta de 10h (horário de Brasília), o contrato futuro do Brent para junho caía 8,55%, a US$ 97,34 o barril na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres.
Já o futuro do West Texas Intermediate (WTI) para maio caía 8,93%, a US$ 89,52 o barril na New York Mercantile Exchange (Nymex), nos EUA, no mesmo horário.
5 – Isenção da sanção ao petróleo russo
Na sexta-feira, o governo Trump emitiu uma isenção de sanções de 30 dias para a compra de petróleo iraniano no mar para aliviar as pressões de fornecimento de energia desde o início da guerra dos EUA e Israel contra o Irã, disse o secretário do Tesouro norte-americano, Scott Bessent.
Essa foi a terceira vez que os EUA suspenderam temporariamente as sanções em cerca de duas semanas. Os EUA já haviam aliviado as sanções sobre o petróleo russo e, agora, emitiram uma licença geral que permite a venda de petróleo bruto iraniano e produtos petrolíferos carregados em navios de 20 de março a 19 de abril, de acordo com a licença publicada no site do Departamento do Tesouro.
*Com informações de Reuters