Mercados

Ibovespa recua pressionado pela baixa do petróleo; 5 coisas para saber antes de investir hoje (24)

24 jun 2026, 10:14 - atualizado em 24 jun 2026, 10:18
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(Imagem: REUTERS/Amanda Perobelli)

O Ibovespa (IBOV) inicia o terceiro pregão da semana em baixa com o recuo de mais de 3% do petróleo no mercado internacional pesando no índice.

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Por volta de 10h10 (horário de Brasília), o principal índice da bolsa brasileira operava em queda de 0,50%, aos 170.408,60 pontos.



O dólar à vista opera em alta ante o real, seguindo o desempenho da moeda no exterior. No mesmo horário, a moeda avançava a R$ 5,2098 (+0,43%). Já o DXY, que compara o dólar a uma cesta de seis divisas fortes, operava com ganho de 0,37% aos 101.780 pontos.

5 assuntos para saber ao investir no Ibovespa nesta quarta-feira (24)

1 - Relatório de Política Monetária

Instituições como o Itaú Unibanco aguardam a divulgação do Relatório de Política Monetária (RPM) na quinta-feira (25) para balizar eventuais ajustes nas projeções para a trajetória da taxa Selic neste ano.

A leitura é de que a ata do Comite de Política Monetária (Copom) ressaltou a assimetria altista de riscos, com a inflação elevada e as expectativas desancoradas, o que reduz o espaço para uma redução nos juros. Ainda assim, o Copom não fechou completamente a porta para um novo corte no juro básico.

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Também no radar dos investidores, o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, participa amanhã de manhã da coletiva do RPM.

2 - 'Desenrola' para MEIs

Em um desdobramento do Desenrola, o governo federal prepara um programa de refinanciamento de débitos tributários para microempreendedores individuais (MEIs).

A iniciativa visa regularizar a situação de trabalhadores que estão em atraso ou que tiveram o CNPJ cancelado por inadimplência, afirma o ministro do Empreendedorismo, Paulo Pereira, em entrevista ao Globo.

Além disso, o governo deve enviar ao Congresso uma proposta para elevar o teto de faturamento dos MEIs para R$ 110 mil em 2027 e R$ 140 mil em 2028.

3 - Confiança do Consumidor

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O Índice de Confiança do Consumidor (ICC) do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (FGV Ibre) ficou praticamente estável em junho, ao registrar queda de 0,1 ponto e encerrar o mês em 88,7 pontos. Na média móvel trimestral, houve avanço de 0,2 ponto, para 88,9 pontos.

Segundo a economista da FGV Ibre, Anna Carolina Gouveia, o resultado reflete uma acomodação do indicador, marcada pela piora das expectativas para os próximos meses e compensada pela melhora na percepção da situação presente.

"Se por um lado os indicadores de intenção de compra de duráveis e situação financeira futura sugerem um consumidor mais pessimista, para os próximos meses o indicador de situação financeira atual sugere uma melhora na percepção do orçamento do momento. A manutenção de um mercado de trabalho robusto e políticas de desafogamento das dívidas parecem estar influenciando positivamente na percepção atual, mas não são suficientes para reverter o aumento do pessimismo futuro", afirmou a economista em nota.

4 - Divergências entre EUA e Irã

Apesar do recente avanço nas negociações entre Estados Unidos e Irã, o programa nuclear iraniano ainda é um ponto de divergência. Nesta manhã, o vice-ministro das Relações Exteriores do Irã, Kazem Gharibabadi, negou a relaização de uma reunião com o diretor geral da Agência Interacional de Energia Atômica (AIEA), Rafael Grossi, durante as tratativas na Suíça.

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Gharibabadi ainda afirmou que não há planos para permitir o acesso da AIEA a instalações nucleares atingidas por ataques ou a materiais nucleares iranianos

A declaração contradiz sinais recentes emitidos pela AIEA e por autoridades norte-americanas sobre a possibilidade de retomada das inspeções internacionais no programa nuclear iraniano.

Além disso, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, publicou na rede Truth Social que o Irã informou que "não há pedágios, não há custos de seguro e nem qualquer outro tipo de cobrança sendo exigida ou recebida pelo Irã de navios que transitam pelo Estreito de Ormuz", a despeito das "informações mentirosas" veiculadas pelas agências de notícias iranianas.

Trump acrescentou que caso a informação seja falsa, as negociações seriam "encerradas imediatamente".

5 - Petróleo em baixa

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Diante da passagem de navios no Estreito de Ormuz, os preços do petróleo operam no terreno negativo. A commodity acelerou a queda para 3% após a publicação de Trump de que o Irã afirmou não haver cobrança da pedágio para a passagem de embarcações na hidrovia pelo Irã.

Por volta de 10h (horário de Brasília), os contratos mais líquidos do Brent, referência para o mercado internacional, para setembro caíam 3,07%, a US$ 74,44 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres.

Já os contratos do petróleo West Texas Intermediate (WTI) para agosto tinham recuo de 3,10%, a US$ 70,85 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), nos EUA, no mesmo horário.

*Com informações de Estadão Conteúdo

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Jornalista formada pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). É repórter de mercados do Money Times. Antes disso, atuou na cobertura de macroeconomia na Broadcast/Agência Estado.
Jornalista formada pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). É repórter de mercados do Money Times. Antes disso, atuou na cobertura de macroeconomia na Broadcast/Agência Estado.
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