Ibovespa sobe 1% com pesquisa eleitoral e negociações dos EUA com Irã; 5 coisas para saber antes de investir hoje (25)
O Ibovespa (IBOV) acompanha a melhora do humor dos investidores estrangeiros e tenta firmar alta aos 184 mil pontos com progresso nas negociações de cessar-fogo no Oriente Médio, segundo novas declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
O cenário eleitoral também concentra as atenções, no ambiente doméstico, com pesquisa apontando Flávio Bolsonaro (PL) à frente de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em um eventual segundo turno à Presidência.
Por volta de 10h10 (horário de Brasília), o principal índice da bolsa brasileira operava com alta de 0,99%, aos 184.319,89 pontos.
O dólar à vista opera em queda ante o real, em sintonia com o desempenho da moeda no exterior. No mesmo horário, a moeda norte-americana caía a R$ 5,2332 (-0,42%). Já o DXY, que compara o dólar a uma cesta de seis divisas fortes, tinha recuo de 0,07%, aos 99,366 pontos.
Day Trade:
Radar do Mercado:
5 assuntos para saber ao investir no Ibovespa nesta quarta-feira (25)
1 – Cenário eleitoral
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) está numericamente à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em um possível segundo turno da eleição presidencial de outubro, segundo a pesquisa AtlasIntel/Bloomberg, divulgada nesta manhã.
Nas quatro simulações de primeiro turno em que Lula e Flávio aparecem como candidatos, o petista soma 46% das intenções de voto em todas elas, ao passo que o senador e filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro tem entre 36% e 42%. Nesses mesmos cenários com Lula e Flávio, nenhum outro candidato atinge a marca de 10% da preferência do eleitorado.
Na simulação de um segundo turno entre os dois principais nomes colocados na disputa até agora, Flávio aparece à frente, com 47,6% das intenções de voto, contra 46,6% de Lula. A distância entre ambos está dentro da margem de erro da pesquisa que é de 1 ponto percentual.
A pesquisa ouviu 5.028 pessoas de forma online entre os dias 18 e 23 de março. A margem de erro é de 1 ponto percentual.
2 – Contas públicas
O governo Luiz Inácio Lula da Silva piorou a projeção de déficit das contas federais em 2026, diante de uma previsão de receitas menores e elevação em gastos, apontando ainda a necessidade de uma contenção de R$ 1,6 bilhão em verbas de ministérios para respeitar regras fiscais.
Em relatório bimestral de avaliação fiscal, os ministérios da Fazenda e do Planejamento apontaram previsão de que o governo fechará este ano com um déficit primário de R$ 59,8 bilhões. O saldo iria a um superávit de R$ 3,5 bilhões após abatimento de exceções ao cálculo da meta, como precatórios e alguns gastos com defesa, saúde e educação.
O Orçamento em vigor estabelece um resultado primário negativo de R$ 22,9 bilhões sem abatimento das exceções, indo a um superávit de R$ 34,9 bilhões após as exclusões legais da meta.
A meta fiscal de 2026 é de superávit de 0,25% do Produto Interno Bruto (PIB), equivalente a R$ 34,3 bilhões, com tolerância de 0,25 ponto percentual do PIB para mais ou para menos – um intervalo que vai de um saldo zero a um superávit de R$ 68,6 bilhões.
3 – Crédito para exportadoras
O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva editou uma medida provisória (MP) estabelecendo R$ 15 bilhões em linhas de crédito sob gestão do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para empresas exportadoras.
Em nota, o Palácio do Planalto afirmou que a proposta se dá em meio “a razões geopolíticas e de instabilidade internacional”, citando o impacto sobre as empresas da guerra dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã e das medidas tarifárias dos EUA.
Os recursos serão disponibilizados por meio do programa Brasil Soberano, criado no ano passado para apoiar empresas afetadas pelas tarifas comerciais impostas pelo presidente dos EUA, Donald Trump.
Por se tratar de uma MP, a medida entra imediatamente em vigor, mas precisará ser aprovada pelo Congresso Nacional em 120 dias para não perder validade.
4 – Bolsonaro vai para prisão domiciliar
No final da tarde de ontem, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu conceder prisão domiciliar temporária por 90 dias ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
“Após esse prazo, será reanalisada a presença dos requisitos necessários para a manutenção da prisão domiciliar humanitária, inclusive com perícia médica se houver necessidade”, afirmou Moraes, na decisão de 40 páginas.
Bolsonaro vem cumprindo pena de 27 anos de prisão em regime fechado por tentativa de golpe de Estado e quatro outros crimes.
5 – Negociações de cessar-fogo no Oriente Médio
Ontem (24), o presidente norte-americano, Donald Trump, disse que os EUA estavam fazendo progressos em seus esforços para negociar o fim da guerra com o Irã.
Trump disse a repórteres na Casa Branca que os EUA estavam conversando com “as pessoas certas” no Irã a fim de chegar a um acordo para acabar com as hostilidades, acrescentando que os iranianos queriam muito chegar a um acordo.
Segundo o New York Times, Washington enviou ao Irã um plano de 15 pontos para acabar com a guerra no Oriente Médio. Além disso, o Canal 12 de Israel, citando três fontes, disse que os EUA estavam buscando um cessar-fogo de um mês para discutir o novo plano.
Na última segunda-feira (23), Teerã negou conversas diretas sobre um eventual cessar-fogo. Já hoje, as Forças Armadas iranianas rejeitaram a afirmação Trump de negociações para fim da guerra.
“O nível de sua luta interna chegou ao ponto de você [Trump] negociar consigo mesmo?”, disse o principal porta-voz do comando militar conjunto do Irã, Ebrahim Zolfaqari, na TV estatal iraniana.
*Com informações de Reuters