Ibovespa avança com IPCA-15 e PCE mais fracos; 5 coisas para saber antes de investir hoje (25)
O Ibovespa (IBOV) inicia o pregão desta quinta-feira (25) em alta diante dos dados de inflação mais fracos no Brasil e nos Estados Unidos.
Por volta de 10h10 (horário de Brasília), o principal índice da bolsa brasileira operava em alta de 0,76%, aos 171.796,27 pontos.
O dólar à vista opera em alta ante o real, destoando do desempenho da moeda no exterior. No mesmo horário, a moeda avançava a R$ 5,2066 (+0,09%). Já o DXY, que compara o dólar a uma cesta de seis divisas fortes, operava com ligeira baixa de 0,02% aos 101.588 pontos.
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5 assuntos para saber ao investir no Ibovespa nesta quinta-feira (25)
1 - Relatório de Política Monetária
O Relatório de Política Monetária (RPM), divulgado pelo Banco Central (BC), apontou que a probabilidade de um estouro do teto da meta de inflação, de 4,5%, passou de 30% no relatório de março para 79% no de hoje.
Desde 2025 a meta de inflação do BC é contínua, a partir da taxa acumulada em 12 meses da inflação divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
2 - IPCA-15
A prévia da inflação de junho, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo - 15 (IPCA-15), desacelerou a 0,41% em junho, após registrar alta de 0,62% em maio. O número veio abaixo das estimativas da pesquisa Projeções Broadcast, que indicava avanço de 0,44%.
No acumulado em 12 meses, porém, o IPCA-15 acelerou de 4,64% em maio para 4,80% em junho, ligeiramente abaixo das estimativas da pesquisa (4,83%).
De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o número é o pior para o mês de junho desde 2022.
Entre os destaques do período do IPCA-15, estão os grupos de Alimentação e bebidas, com a maior variação (0,74%). Em seguida, Habitação (0,72%) e Saúde e cuidados pessoais (0,47%) tiveram as maiores influências no resultado geral. As demais variações ficaram entre queda de 0,03% em Transportes e recuo de 0,02% em Despesas pessoais.
3 - Inflação e PIB dos EUA
O Índice de Preços para Gastos com Consumo Pessoal (PCE, em inglês), o indicador preferido de inflação do Federal Reserve (Fed), avançou 0,4% em maio na comparação com abril, quando também registrou alta de 0,4%. A estimativa era de 0,5%, segundo economistas consultados pela Dow Jones.
Já no acumulado em 12 meses até maio, o PCE acelerou para alta de 4,1%, ante 3,8% em abril. O número veio em linha com o esperado pelo mercado.
Após o dado, os títulos do Tesouro norte-americano, os Treasuries, e o dólar perderam força e passaram a cair com os dados da inflação vindo dentro do esperado ou ligeiramente melhor. Em Wall Street, o pré-mercado opera em alta.
O mercado ainda espera uma alta nos juros pelo Fed a partir de setembro de 2026, segundo a ferramenta Fed Watch, do CME Group.
Já o Produto Interno Bruto (PIB) dos EUA no primeiro trimestre do ano, na terceira leitura, registrou alta de 2,1% na taxa anualizada, o que representa uma aceleração em relação à segunda leitura, de 1,6%, e também superou a estimativa preliminar, de 2,0%.
De acordo com o relatório do Bureau of Economic Analysis (BEA), o avanço do PIB no período veio em decorrência, principalmente, de uma redução na estimativa das importações, parcialmente compensada por uma revisão para baixo dos gastos dos consumidores.
A revisão para cima do crescimento no primeiro trimestre foi sustentado pelos investimentos, exportações, gastos do governo e consumo das famílias.
4 - Líbano e Israel
Israel precisa se retirar por conta própria de todo o território do Líbano ou será forçado a fugir em derrota, afirmou nesta quinta-feira o comandante da Força Quds da Guarda Revolucionária Iraniana, Esmaeil Qaani, segundo a mídia estatal.
Na semana passada, Estados Unidos e Irã assinaram um acordo provisório que põe fim às hostilidades em todas as frentes, incluindo o Líbano, e se comprometeram a garantir a soberania e a integridade territorial do Líbano, com Teerã afirmando que isso significa que as tropas israelenses têm que deixar o sul do Líbano.
5 - Petróleo em baixa
Ainda com a passagem de navios pelo Estreito de Ormuz, os preços do petróleo seguem em baixa.
Por volta de 10h10 (horário de Brasília), os contratos mais líquidos do Brent, referência para o mercado internacional, para setembro caíam 0,42%, a US$ 73,56 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres.
Já os contratos do petróleo West Texas Intermediate (WTI) para agosto tinham recuo de 0,77%, a US$ 69,80 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), nos EUA, no mesmo horário.
*Com informações de Reuters