Ibovespa cai com eleições e aversão a risco externa; 5 coisas para saber antes de investir hoje (28)
O Ibovespa (IBOV) começa o pregão desta segunda-feira (28) em tom negativo, acompanhando a aversão a risco do exterior e a proximidade do primeiro turno das eleições presidenciais.
Por volta de 10h10 (horário de Brasília), o principal índice da bolsa brasileira operava em queda de 0,58%, aos 182.411,94 pontos.
Já o dólar à vista operava em alta ante o real, na esteira do desempenho da moeda no exterior. No mesmo horário, a moeda operava a R$ 5,2165 (+0,66%), enquanto o DXY, que compara o dólar a uma cesta de seis divisas fortes, subia 0,22%, aos 101.190 pontos.
5 assuntos para saber ao investir no Ibovespa nesta segunda-feira (28)
1 – Lula x Flávio
A seis dias do primeiro turno das eleições, os investidores concentram as atenções em novas pesquisas de intenção de votos e debates ao longo da semana.
A Pesquisa BTG Pactual/Nexus, divulgada nesta segunda-feira, mostra Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com 42% e Flávio Bolsonaro (PL), com 37%, no primeiro turno, com o presidente à frente do o senador fora da margem de erro, e com 46% a 44% em um eventual segundo turno entre os dois candidatos.
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Na véspera, Flávio afirmou que irá ao debate presidencial da TV Globo, na próxima quinta-feira (1º). Até aqui o senador, assim como o presidente da República não compareceram a nenhum encontro entre os candidatos. Flávio Bolsonaro aproveitou para chamar Lula para o confronto.
2 – Inflação mais alta
No Relatório Focus desta segunda, os economistas ouvidos pelo Banco Central (BC) aumentaram as expectativas para a inflação em 2026 de 4,92% para 4,99%, após o IPCA-15 mais forte do que o esperado para setembro.
A prévia da inflação subiu 0,70% em setembro, segundo dado divulgado pelo IBGE na sexta-feira (25), e fechou o período de 12 meses com alta acumulada de 4,47%, acima das expectativas.
Já as expectativas para câmbio e juros não tiveram alterações relevantes. O dólar projetado para o fim deste ano permaneceu em R$ 5,20, enquanto a Selic esperada para o mesmo período seguiu em 13,50%.
3 – Tarifas EUA-China
A China deve reduzir as tarifas comerciais sobre uma ampla gama de produtos agrícolas dos Estados Unidos, desde milho e trigo até carne e laticínios, mas a soja — principal item importado — foi excluída da lista de redução de tarifas divulgada conjuntamente pelo Ministério do Comércio da China e pela Casa Branca.
Os cortes nas tarifas agrícolas fazem parte do pacote de US$ 60 bilhões em reduções tarifárias recíprocas negociado pela Câmara de Comércio e divulgado pela primeira vez nesta segunda-feira.
4 – Todos os olhos no Oriente Médio
No fim de semana, os Estados Unidos rejeitarem uma proposta de acordo do Irã para reabrir o Estreito de Ormuz e pôr fim aos conflitos no Oriente Médio.
“Eles querem fechar um acordo para abrir o Estreito de Ormuz imediatamente porque estão perdendo feio”, disse o presidente norte-americano, Donald Trump. “Estamos vencendo de forma esmagadora”.
“Eles querem fechar um acordo e acho que tudo bem, eu também gosto de fechar acordos. O que eles querem é abrir imediatamente o Estreito de Ormuz… porque não têm dinheiro entrando, já que obtêm seu dinheiro do Estreito de Ormuz”, acrescentou Trump.
À Axios, o republicano disse que espera que negociadores norte-americanos realizassem mais conversas com o Irã nesta semana.
Segundo a Reuters, mediadores devem realizar negociações separadas com os Estados Unidos e o Irã na segunda ou na terça-feira, com o ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araqchi, e mediadores do Catar nos EUA.
5 – Petróleo acima de US$ 100
Os preços do petróleo chegaram a saltar mais de 4%, mas reduziu os ganhos com otimismo de negociações entre Estados Unidos e Irã.
Por volta de 10h (horário de Brasília), o contrato do Brent negociado para novembro subia 1,57%, a US$ 105,96 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres.
Já na New York Mercantile Exchange (Nymex), nos EUA, o contrato do WTI para o mesmo mês tinha alta de 2,03%, a US$ 94,29 o barril, no mesmo horário.
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*Com informações de Reuters