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Ibovespa avança com recorde em Wall Street e acumula ganhos na semana; dólar cai a R$ 5,22

06 fev 2026, 18:28 - atualizado em 06 fev 2026, 19:00
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(Foto: iStock.com/primeimages)

O Ibovespa (IBOV) encerrou a primeira semana de fevereiro em tom positivo, com apoio de Wall Street e de olho em balanços corporativos.

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Nesta sexta-feira (6), o principal índice da bolsa brasileira terminou as negociações com alta de 0,45%, aos 182.949,78 pontos. No acumulado dos últimos cinco pregões, o Ibovespa teve ganho de 0,87%. 

Já o dólar à vista (USDBRL) encerrou as negociações a R$ 5,2204, com queda de 0,63%. Na semana, a divisa acumulou baixa de 0,52% ante o real. 

No cenário doméstico, os investidores reagiram a mudanças nas expectativas do Ministério da Fazenda para os principais indicadores macroeconômicos.

Secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério da Fazenda revisou ligeiramente para baixo sua projeção para o crescimento econômico em 2026, revendo para cima a estimativa para a inflação ao consumidor no ano.

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O relatório da SPE projetou a alta do PIB neste ano em 2,3%, abaixo dos 2,4% estimados em novembro. A pasta ainda elevou de 2,2% para 2,3% a previsão de crescimento da atividade em 2025, dado que será oficializado pelo IBGE apenas em março.

Com relação à inflação, a secretaria estimou que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) fechará 2026 em 3,6%, contra 3,5% antes.

Na coletiva, o secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Guilherme Mello, disse que a estabilização da dívida pública no Brasil não será alcançada puramente pela gestão fiscal do governo, ressaltando que a melhora depende da política monetária implementada pelo Banco Central.

Mello, que está em avaliação no governo para possivelmente ocupar uma diretoria do BC, disse que a atuação harmonizada das políticas econômica, fiscal e monetária gerou efeitos positivos na inflação em 2025.

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Altas e quedas do Ibovespa

O Ibovespa (IBOV) recuperou parte das perdas da véspera em dia de tom misto entre os ‘pesos-pesados’. Em destaque, as ações do Bradesco (BBDC4) fecharam em queda de 2,55%, a R$ 20,61, em reação ao balanço do quarto trimestre (4T25) e ao guidance de 2026.

O banco reportou lucro recorrente de R$ 6,5 bilhões no quarto trimestre de 2025, uma alta de 20,6% ante o mesmo período de 2024.

retorno sobre o patrimônio líquido (ROE) subiu 2,5 pontos porcentuais no ano e 0,5 pp no trimestre, para 15,2%. 

Contudo, os investidores ficaram cautelosos quanto ao guidance. Para este ano, o banco projeta crescimento da carteira de crédito de até 10,5%. Em 2025, a expansão foi de 11%, o que indica alguma desaceleração no caminho.

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Segundo o JPMorgan, a expectativa é de que o Bradesco encerre o ano com lucro de R$ 27,5 bilhões, cifra 2,4% inferior à estimativa anterior, de R$ 28,2 bilhões. Parte do mercado também esperava algo próximo de R$ 30 bilhões.

Ainda entre os pesos-pesados, as ações da Petrobras (PETR4) fecharam em queda de 0,95%, a R$ 36,65, na contramão do petróleo. O contrato futuro do Brent, para abril, encerrou com avanço de 0,74%, a US$ 68,05 o barril na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres.

Os investidores repercutiram a aquisição de 2,5% de participação no Bloco 2613, localizado no offshore da República da Namíbia, na África. Para o Citi, apesar do valor da operação não ter sido divulgado, não é esperado um desembolso relevante.

Vale (VALE3) também encerrou o dia em tom negativo, com recuo de 0,95%, a R$ 85,63, na esteira do desempenho do minério de ferro. O contrato mais líquido da commodity, negociado em Dalian, caiu 1,23%, a 760,50 yuans (US$ 109,60) a tonelada.

Juntos, bancos, Vale e Petrobras correspondem a 50% da carteira teórica do Ibovespa. 

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A ponta negativa, porém, foi liderada por CSN (CSNA3) com baixa de 3,94%, a R$ 9,51, também acompanhando o minério de ferro. Já a ponta positiva foi encabeçada por Direcional (DIRR3), que registrou avanço de 6,90%, a R$ 15,81, em meio ao alívio na curva de juros futuros.

Exterior 

Os índices de Wall Street dispararam na última sessão da semana com a recuperação do setor de tecnologia e dados acima das expectativas.

Durante a sessão, o índice Dow Jones rompeu a marca dos 50 mil pontos pela primeira vez, renovando o recorde nominal histórico intradia.

Confira o fechamento dos índices:

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  • Dow Jones: +2,47%, aos 50.115,67 pontos – no maior nível nominal histórico;
  • S&P 500: +1,97%, aos 6.932,30 pontos; 
  • Nasdaq: +2,18%, aos 23.031,21 pontos.

LEIA MAIS: Wall Street recupera perdas da semana e salta mais de 2%; Dow Jones supera os 50 mil pontos e renova recorde histórico

Na Europa, os principais índices encerraram em alta. O índice pan-europeu Stoxx 600 fechou com alta de 0,89%, aos 617,12 pontos. Na semana, a alta foi de 1%. 

Na Ásia, os índices fecharam sem direção única. O índice Nikkei, do Japão, subiu 0,81%, aos 54.253,68 pontos, na expectativa das eleições; enquanto o índice Hang Seng, de Hong Kong, caiu 01,21%, aos 26.559,95 pontos. 

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Repórter
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter do MoneyTimes e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise politica da XP Investimentos.
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter do MoneyTimes e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise politica da XP Investimentos.
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