Mercados

Ibovespa a 220 mil? O que pensam os investidores sobre Bolsa, segundo Safra

25 set 2026, 15:08
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(Imagem: Canva Pro)

De olho no fluxo estrangeiro e as eleições presidenciais, os investidores mantêm uma visão construtiva para a Bolsa brasileira, segundo a pesquisa de sentimento do mercado do Safra divulgada nesta sexta-feira (25).

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Cerca de 72% dos participantes projetam o Ibovespa (IBOV) entre 180 mil e 220 mil pontos ao fim de 2027, enquanto 18% esperam níveis acima de 220 mil.

O banco, por sua vez, projeta o principal índice da bolsa brasileira aos 220 mil pontos, o que implica em um potencial de valorização de 19,6% sobre os níveis atuais.

Além disso, 44% acreditam em aumento na entrada de capital estrangeiro e 36% veem estabilidade. Em termos de posicionamento, 57% pretendem manter a alocação em ações e 63% manter o nível de risco dos portfólios, indicando postura positiva, porém cautelosa.

No ano até o último dia 23, os investidores estrangeiros aportaram R$ 27,2 bilhões no mercado acionário, segundo dados da B3.

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“A expectativa de entrada de capital estrangeiro e a percepção favorável sobre as eleições coexistem com a preferência pela manutenção da exposição à bolsa e do risco dos portfólios”, destacam os estrategistas Cauê Pinheiro, Carolina Carneiro, Yves Adam e Luana Nunes, que assinam o relatório sobre o levantamento.

A pesquisa contou com a participação de 188 participantes da J. Safra Investment Conference, realizada entre os dias 22 e 23 deste mês.

Preferidos da vez

De acordo com o Safra, commodities e serviços financeiros são os setores preferidos dos investidores na Bolsa brasileira, concentrando 34% e 32% das respostas, respectivamente.

“A escolha pelo setor de commodities reforça a busca por empresas de maior capitalização, dolarizadas e que pagam dividendos elevados, enquanto a escolha por serviços financeiros evidencia a busca por maior previsibilidade de resultados”, destacaram os estrategistas.

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Em linhas gerais, “observa-se a preferência por setores mais resilientes frente ao ciclo econômico doméstico”.

Na sequência aparecem utilidades básicas (10%), consumo e varejo (9%) e construção e shoppings (7%).

De olho no exterior, os investidores ainda consideram que o setor de tecnologia global é a principal oportunidade de investimento no cenário atual, com 36% das indicações.

Na corrida global de inteligência artificial, as gigantes de tecnologia devem ser as “grandes vencedoras” para 45% dos respondentes, seguidas de semicondutores (23%), energia (18%) e software (10%).

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A preferência por tecnologia também ficou à frente de renda fixa indexada à inflação (22%) e ações brasileiras (18%). Prefixados somam 13%, bolsa norte-americana, 9% e crédito privado, 3%.

“Agregando as respostas, a preferência é a renda variável internacional, com 45% das respostas, seguida de 38% para renda fixa local. A bolsa brasileira ocupa a terceira posição entre as alternativas, coerente com uma postura seletiva de alocação e risco para a carteira”, diz a pesquisa.

O maior risco para a Bolsa

Para 55% dos participantes da pesquisa de sentimento do mercado, o maior para 2027 é a situação fiscal brasileira. As eleições, por sua vez, é considerado um evento positivo para a Bolsa para 48% dos respondentes e têm efeito ‘neutro’ para outros 31%.

A geopolítica também continua sendo considerada um fator de risco para o mercado local para 22% dos investidores, em meio às incerteza sobre a duração do conflito entre Estados Unidos e Irã no Oriente Médio e impasses nas negociações de paz entre os dois países.

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Repórter
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter de Mercados no Money Times e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise política da XP Investimentos.
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter de Mercados no Money Times e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise política da XP Investimentos.

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