MRV (MRVE3) lidera ganhos do Ibovespa (IBOV) e Raízen (RAIZ4) é ação com pior desempenho; veja os destaques do mês
O ritmo de ganhos em fevereiro perdeu um pouco do fôlego observado em janeiro, mas ainda contribuiu para levar o Ibovespa (IBOV) a níveis históricos.
O principal índice da bolsa brasileira acumulou desvalorização de 0,92% na semana e encerrou a última sessão aos 188.786,98 pontos. Já em fevereiro, o índice avançou 4,09%, após disparar mais de 12% no primeiro mês do ano.
A semana foi marcada por recordes: o Ibovespa superou os 192 mil pontos pela primeira vez na quarta-feira (25), renovando a maior marca nominal histórica intradiária.
O movimento refletiu a entrada de capital estrangeiro, que chegou a R$ 15,267 bilhões na B3 até 25 de fevereiro, em linha com a atratividade dos mercados emergentes diante do movimento de “sell America”.
Já o dólar à vista (USDBRL) terminou a R$ 5,1340 (-0,10%) e teve recuo de 0,81% ante o real no acumulado na semana. No mês, a divisa norte-americana desvalorizou-se 2,16% na comparação com a moeda brasileira.
Sobe e desce do Ibovespa no mês
A ponta positiva do Ibovespa foi liderada pela MRV&Co (MRVE3), que disparou quase 27% no período. A expectativa do mercado é de que o Banco Central (BC) inicie em breve o ciclo de afrouxamento monetário, o que impacta de forma favorável o setor de construção, que no geral teve desempenho positivo na Bolsa em fevereiro.
Além disso, fevereiro foi marcado pela divulgação dos resultados do quarto trimestre: a MRV reportou uma geração de caixa de R$ 145 milhões nas operações brasileiras, acima das estimativa, após registrar consumo de caixa nos últimos três trimestres.
Segundo analistas, essa era uma das maiores preocupação dos investidores.
No pregão de hoje, porém, a ação recuou 1,82% após a alta de 0,84% do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo – 15 (IPCA-15) de fevereiro, número bem acima do esperado pelo mercado. Com o dado de hoje, os juros futuros voltaram a subir.
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Já as perdas foram lideradas pela Raízen (RAIZ4), que despencou quase 39% em fevereiro, na esteira da divulgação dos resultados mais recentes da companhia e em meio ao aumento de incerteza sobre o futuro da companhia.
A Raízen encerrou o último trimestre com uma dívida de R$ 55,3 bilhões, seguindo com resultados negativos depois de um ciclo agressivo de aquisições de ativos.
A empresa avalia diferentes caminhos para reduzir a pressão financeira. Hoje pela manhã, a Reuters noticiou que uma proposta para desmembrar a companhia enfrenta forte resistência dos credores, segundo fontes.
Confira a seguir as maiores altas do Ibovespa em fevereiro
| Código | Nome | Variação mensal |
|---|---|---|
| MRVE3 | MRV ON | 26,89% |
| SUZB3 | Suzano ON | 17,58% |
| DIRR3 | Direcional ON | 16,99% |
| VIVT3 | Telefônica Brasil ON | 15,73% |
| AXIA6 | Axia Energia PNB | 15,65% |
| TIMS3 | Tim ON | 13,78% |
| AXIA3 | Axia Energia ON | 12,69% |
| USIM5 | Usiminas PNA | 12,22% |
| AXIA7 | Axia Energia PNC | 11,82% |
| CPLE3 | Copel ON | 11,23% |
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Veja as quedas do mês
| Código | Nome | Variação mensal |
|---|---|---|
| RAIZ4 | Raízen ON | -38,83% |
| COGN3 | Cogna ON | -23,08% |
| PCAR3 | GPA ON | -19,79% |
| HAPV3 | Hapvida ON | -19,31% |
| BEEF3 | Minerva ON | -15,67% |
| TOTS3 | Totvs ON | -15,10% |
| CSNA3 | CSN ON | -14,40% |
| YDUQ3 | Yduqs ON | -9,54% |
| SMFT3 | Smart Fit ON | -8,76% |
| SANB11 | Santander Brasil units | -7,76% |