Prévia da inflação fica acima do esperado, mas Ibovespa futuro avança com melhora do humor externo; dólar cai
O Ibovespa futuro (INDFUT) iniciou o pregão desta sexta-feira (25) em alta com melhora do humor externo e apesar da prévia da inflação mais forte do que esperado. Após a abertura, o INDFUT subia 0,14%, aos 185.205 pontos.
Já o dólar à vista abriu a R$ 5,1869 (-0,13%), na esteira do movimento do DXY. O índice, que compara o dólar a uma cesta de seis moedas fortes, operava com recuo de 0,30%, aos 100.989 pontos por volta de 9h10 (horário de Brasília).
“O mercado inicia a sexta-feira sob pressão, com petróleo acima de US$ 106, os Treasuries em níveis elevados e o ambiente eleitoral doméstico adicionando volatilidade”, avalia Daniel Mollo, analista da Daycoval Corretora.
O que pode impactar o mercado hoje?
Por aqui, os investidores locais repercutem novos dados de inflação e pesquisas de intenção de votos.
O Índice de Preços ao Consumidor Amplo – 15 (IPCA-15), considerado uma prévia da inflação oficial, subiu 0,70% em setembro na comparação mensal, acima da expectativa do mercado. Em agosto, o IPCA-15 havia registrado uma deflação de 0,40%.
No ano, o IPCA-15 acumula alta de 3,82% e, em 12 meses, de 4,47%, acima dos 4,24% observados nos 12 meses imediatamente anteriores.
Já entre as pesquisas, o Datafolha, divulgada ontem (24), mostrou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) permanecem empatados tecnicamente no primeiro e no segundo turnos das eleições presidenciais.
- LEIA MAIS EM: Lula tem 40% e Flávio Bolsonaro, 36%, no primeiro turno, aponta pesquisa Datafolha; no segundo turno, 47% a 45%
“O cenário eleitoral segue como fonte de volatilidade para os ativos brasileiros, diante das repercussões envolvendo Flávio Bolsonaro e o ex-controlador do Banco Master, Daniel Vorcaro. Novas informações sobre contatos e relações entre as figuras políticas e o ex-banqueiro aumentaram a cautela dos investidores”, afirma Daniel Mollo, analista da Daycoval Corretora.
No exterior, os rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos, os Treasuries, voltaram às máximas de décadas e continuam a pressionar os ativos, com o aumento das apostas de novas altas nos juros da maior economia do mundo nas próximas decisões do Federal Reserve (Fed, o Banco Central norte-americano).
A cúpula entre os presidentes norte-americano, Donald Trump, e chinês, Xi Jinping, fica no radar. Na avaliação do mercado, o primeiro dia de encontros entre os mandatários foi rica em simbolismo, mas não produziu avanços aparentes em questões como inteligência artificial, comércio, Taiwan e o conflito com o Irã.
Em Wall Street, os índices futuros operam em alta na tentativa de recuperar as perdas da sessão anterior. Por volta de 9h10 (horário de Brasília), o S&P futuro subia 0,34%, aos 7.793,25 pontos; o Dow futuro avançava 0,31%, aos 5187600 e o Nasdaq futuro tinha ganho de 0,65%, aos 30.968,25 pontos.
Petróleo a US$ 100
Os preços do petróleo voltaram a cair, mas seguem acima de US$ 100 por barril, com a renovação do otimismo sobre algum avanço diplomático entre EUA e Irã.
O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, afirmou que cabe aos Estados Unidos decidir quando a guerra com o Irã chegará ao fim.
“Não queremos continuar. São os Estados Unidos que precisam decidir se querem encerrar isso ou não”, disse Pezeshkian, respondendo à pergunta em uma entrevista exibida nesta quinta-feira no programa “Special Report with Bret Baier”, da Fox News.
Já nesta manhã, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, propôs a reabertura do Estreito de Ormuz, de importância estratégica vital, e a retomada das negociações nucleares com os EUA dentro de sete dias, caso o governo Trump aceite suas condições.
“Se certas condições forem cumpridas, o Estreito de Ormuz será aberto ao final de sete dias e as negociações serão retomadas”, disse Araghchi a repórteres à margem da Assembleia Geral da ONU, segundo a mídia estatal.
Por outro lado, o número de passagens de navios pelo Estreito de Ormuz caiu na quinta-feira para nove, em comparação com os 14 do dia anterior, segundo dados preliminares de rastreamento de navios divulgados hoje. Os níveis também ficaram abaixo da média de 10 dias, que é de cerca de 18.
Nesta manhã, os preços do barril operam em queda. Confira, por volta de 9h10 (horário de Brasília):
- Brent para novembro: -1,60%, a US$ 104,90 o barril
- WTI para novembro: -2,29%, a US$ 92,44 o barril