Mercados

Ibovespa futuro cai com fiscal em foco e tom negativo de Wall Street; dólar tem leve alta

29 out 2026, 9:21
bolsa, B3, day trade
(Imagem: REUTERS/Amanda Perobelli)

O Ibovespa futuro (INDFUT) iniciou o pregão desta quarta-feira (28) com aumento da aversão a risco externo e incertezas sobre o cenário fiscal doméstico. Por volta de 9h, o INDFUT caía 0,06%, aos 173.200 pontos.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Já o dólar à vista abriu a R$ 5,3676 (+0,51%), em sintonia com o movimento do DXY. O índice, que compara o dólar a uma cesta de seis moedas fortes, opera com leve alta de 0,04%, aos 102.238 pontos.

“O ambiente externo mais ameno pode favorecer os ativos brasileiros, mas a cautela deve continuar limitando ganhos mais firmes. Após três quedas seguidas do Ibovespa, a curva de juros, que ainda precifica corte pequeno da Selic na próxima reunião do Copom, e os dados fiscais do dia seguem no radar”, afirma a equipe de analistas da Ágora Investimentos.

O que pode impactar o mercado hoje?

No cenário doméstico, os investidores aguardam sinalizações de políticas econômica e fiscal no quarto mandato do presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

A expectativa é de que o governo faça novas indicações para os ministérios, em especial o da Fazenda.

Exterior

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

No exterior, os investidores dividem as atenções entre política monetária e novos dados macroeconômicos dos Estados Unidos, além de balanços corporativos.

Ontem (28), o Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês) do Federal Reserve (Fed, o Banco Central norte-americano) manteve os juros na faixa de 3,75% a 4% ao ano, em decisão que não foi unânime. Lisa Cook e Beth Hammack votaram pela alta de 25 pontos-base nos juros nesta reunião.

Durante a coletiva de imprensa, o presidente do Fed, Kevin Warsh, afirmou que a inflação nos Estados Unidos continua elevada e que o banco central ainda precisa de mais informações para determinar se o nível atual dos juros será suficiente para levar a alta dos preços à meta de 2%.

Já hoje, os dados de inflação medidos pelo índice de preços dos gastos com consumo pessoal (PCE, na sigla em inglês) e do Produto Interno Bruto (PIB) do país serão divulgados às 9h30 (horário de Brasília).

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Em Wall Street, os índices futuros operam em queda: S&P 500 caía 0,45%, aos 7.748,50 pontos; Dow futuro tinha perda de 0,35%, aos 52.510,00 pontos e o Nasdaq futuro recuava 1,23%, aos 29.610,75 pontos por volta de 9h10.

Na Europa, a presidente do Banco Central Europeu (BCE), Christine Lagarde, informou ao Conselho do BCE e ao presidente do Conselho Europeu, António Costa, que deixará o cargo em 7 de fevereiro de 2027, nove meses antes do fim oficial do mandato, segundo comunicado divulgado pela autoridade monetária.

No cenário geopolítico, as perspectivas de retomada das negociações de paz entre EUA e Irã diminuíram os temores de interrupções na oferta do petróleo decorrentes do aumento das tensões no Oriente Médio. Segundo o The Wall Street Journal, o vice-presidente dos EUA, JD Vance, conversou com o chefe do Conselho de Segurança iraniano, Mohsen Rezaei.

Hoje, os preços do petróleo operam em queda. Por volta de 9h (horário de Brasília), o contrato mais negociado do Brent, para dezembro, recuava 0,80%, a US$ 114,40 por barril na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres. Já o contrato mais negociado do WTI, para o mesmo mês, tinha baixa de 0,82%, a US$ 101,94 por barril na New York Mercantile Exchange (Nymex), nos EUA.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Compartilhar

WhatsAppTwitterLinkedinFacebookTelegram
Repórter
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter de Mercados no Money Times e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise política da XP Investimentos.
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter de Mercados no Money Times e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise política da XP Investimentos.

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies.

Fechar