Mercados

Ibovespa futuro cai com eleições em foco; dólar cede à pressão externa e recua

30 set 2026, 9:12 - atualizado em 30 set 2026, 9:22
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(Imagem: Leung Cho Pan/Canva)

O Ibovespa futuro (INDFUT) iniciou o pregão desta quarta-feira (30) em leve queda com eleições em foco. Por volta de 9h10 (horário de Brasília), o INDFUT caía 0,13%, aos 184.750 pontos.

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Já o dólar à vista abriu a R$ 5,2149 (-0,04%), mas logo cedeu à pressão externa e passou a operar em sintonia com o movimento do DXY. O índice, que compara o dólar a uma cesta de seis moedas fortes, operava com queda de 0,10%, aos 101.274 pontos por volta de 9h10 (horário de Brasília).

“O ambiente externo pode favorecer o real e os ativos sensíveis aos juros, mas a alta do petróleo e a cautela antes dos indicadores norte-americanos devem limitar o apetite por risco. No Brasil, o resultado fiscal, o fluxo cambial e a disputa presidencial apertada mantêm a atenção dos investidores”, avaliam os analistas da Ágora Investimentos.

O que pode impactar o mercado hoje?

A quatro dias do primeiro turno das eleições, os investidores concentram as atenções em novas pesquisas de intenção de votos.

Nesta manhã, a pesquisa Meio/Ideia aponta que presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) mantiveram o empate triplo nos levantamentos espontâneo, do primeiro turno e no segundo turno, mesmo cenário da última pesquisa, há 20 dias.

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No levantamento espontâneo, Lula variou de 30,7% para 31,5% e Flávio Bolsonaro de 28% para 30,5%. Na pesquisa estimulada do primeiro turno o presidente tem 39,4% ante 38,4% na pesquisa passada e o senador saiu de 37,3% para 38,4%.

No segundo turno, o presidente tem 48,5% e o senador tem 48%. Ambos tinham 46% na pesquisa anterior. A margem de erro é de 2,2 pontos porcentuais para mais ou para menos, o que configura o empate triplo.

O levantamento entrevistou 2.000 pessoas por telefone entre sexta-feira (25) e segunda-feira (28). O nível de confiança é de 95% e o protocolo no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) é BR-08706/2026.

No exterior, o alívio nos rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos, os Treasuries, cede espaço para a expectativa de novos dados de inflação.

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O consenso da Dow Jones aponta para uma alta de 0,3% no PCE cheio e no núcleo, que exclui itens mais voláteis como alimentos e energia, na base mensal. Em termos anuais, a expectativa é de alta de 3,7% no índice cheio e de 3,3% no núcleo, ainda acima da meta de 2% do Fed.

Em Wall Street, os índices futuros operam sem direção única. Por volta de 9h10 (horário de Brasília), o S&P futuro subia 0,01%, aos 7.732,75 pontos; o Dow futuro recuava 0,01%, aos 51.699,00 e o Nasdaq futuro tinha perda de 0,13%, aos 30.572,50 pontos.

Petróleo a US$ 100

Depois de um breve alívio na véspera, os preços do petróleo voltaram a superar US$ 100 por barril após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, negar que está disposto aliviar as sanções contra o Irã, enquanto o Catar pressiona por negociações de paz entre os dois países.

“Isso não é verdade. Eu não ofereci NADA a eles”, escreveu Trump no Truth Social.

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Nesta manhã, os preços do barril operam em alta. Confira, por volta de 9h10 (horário de Brasília):

  • Brent para novembro: +0,60%, a US$ 103,21 o barril
  • WTI para novembro: +1,51%, a US$ 90,73 o barril

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Repórter
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter de Mercados no Money Times e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise política da XP Investimentos.
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter de Mercados no Money Times e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise política da XP Investimentos.

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