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Ibovespa (IBOV) acompanha mau humor externo e recua; 5 coisas para saber antes de investir hoje (12)

12 jan 2026, 10:11 - atualizado em 12 jan 2026, 10:13
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(Imagem: REUTERS/Amanda Perobelli)

O Ibovespa (IBOV) acompanha a cautela do exterior em meio a tensões geopolíticas e nova pressão do governo Trump sobre o Federal Reserve (Fed, o Banco Central dos Estados Unidos).

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Por volta de 10h10 (horário de Brasília), o principal índice da bolsa brasileira operava com queda de 0,24%, aos 162.974,46 pontos. 



O dólar à vista opera em alta ante o real, na contramão do desempenho da divisa no exterior. No mesmo horário, a moeda norte-americana subia a R$ 5,3754 (+0,18%).

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5 assuntos para saber ao investir no Ibovespa nesta segunda-feira (12)

1 – Expectativa de inflação menor

Os economistas ouvidos pelo Banco Central (BC) reduziram a projeção para a inflação de 2026 de 4,06% para 4,05%, segundo o Boletim Focus divulgado nesta segunda-feira (12).

Para a Selic, a expectativa do mercado foi mantida pela terceira semana consecutiva, em 12,25% ao ano em dezembro. O câmbio deve encerrar o ano em R$ 5,50 e a economia brasileira deve crescer 1,80% em 2026.

2 – Acordo UE-Mercosul

O acordo comercial entre a União Europeia e o Mercosul, aprovado pelos governos da UE na sexta-feira (9), pode ser aplicado antes da aprovação pelo Parlamento Europeu, disse o porta-voz da Comissão Europeia, Olof Gill, hoje.

“O tratado permite essa possibilidade”, disse Gill, acrescentando que a Comissão da UE está trabalhando duro para que o acordo seja aprovado pela maioria dos membros do Parlamento.

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O acordo abre caminho para a criação da maior zona de livre comércio do mundo, com várias cláusulas destinadas a acalmar a oposição dos agricultores europeus. O acordo vinha sendo negociado há cerca de 25 anos.

3 – Pressão sobre o Fed

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, intensificou sua campanha de pressão sobre o Federal Reserve (Fed, o Banco Central norte-americano), ameaçando indiciar o presidente Jerome Powell por comentários feitos ao Congresso sobre o projeto de reforma de um prédio, neste domingo (11).

Powell chamou a ação do governo de “pretexto” para ganhar mais influência sobre a taxa de juros, que Trump quer reduzir drasticamente.

“Na sexta-feira, o Departamento de Justiça notificou o Fed com intimações do grande júri, ameaçando com uma acusação criminal relacionada ao meu depoimento perante o Comitê Bancário do Senado em junho passado”, disse Powell. “Tenho profundo respeito pelo Estado de direito e pela responsabilidade em nossa democracia. Ninguém – certamente não o presidente do Fed – está acima da lei.”

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“Mas essa ação sem precedentes deve ser vista no contexto mais amplo das ameaças do governo e da pressão contínua” por taxas de juros mais baixas e, de forma mais ampla, por uma maior influência sobre o Fed, disse ele.

“Essa nova ameaça não tem a ver com meu depoimento em junho passado ou com a reforma dos prédios do Fed. Não se trata do papel de supervisão do Congresso. Esses são pretextos. A ameaça de acusações criminais é uma consequência do fato de o Federal Reserve estabelecer a taxa de juros com base em nossa melhor avaliação do que servirá ao público, em vez de seguir as preferências do presidente.”

4 – Juros nos EUA

O JP Morgan prevê que o próximo passo do Fed será um aumento da taxa de juros dos Estados Unidos em 2027, enquanto o Barclays e o Goldman Sachs se juntaram ao Morgan Stanley e adiaram as previsões de corte de juros para meados de 2026 já que os dados sugerem que o mercado de trabalho não está se deteriorando rapidamente.

O JP Morgan retirou sua perspectiva de redução em janeiro, prevendo que o próximo passo do Fed será um aumento de 25 pontos-base na taxa de juros no terceiro trimestre de 2027. O Macquarie reiterou sua previsão de uma alta no quarto trimestre de 2026.

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Dados de sexta-feira (9) mostraram que o crescimento do emprego nos EUA desacelerou mais do que o esperado em dezembro. Entretanto, uma queda na taxa de desemprego para 4,4% e um sólido crescimento salarial sugeriram que o mercado de trabalho não está se deteriorando rapidamente, aumentando as expectativas de que o BC deixará os juros inalterados em sua reunião de janeiro.

5 – Disputa pela Groenlândia

Na última sexta-feira, o presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou que os Estados Unidos precisam controlar a Groenlândia para evitar que a Rússia ou a China a ocupem no futuro.

“Vamos fazer algo com relação à Groenlândia, quer eles gostem ou não. Porque se não fizermos isso, a Rússia ou a China tomarão conta da Groenlândia, e não teremos a Rússia ou a China como vizinhos”, disse Trump a repórteres na Casa Branca, enquanto se reunia com executivos de empresas petrolíferas.

Trump disse que os EUA devem adquirir a Groenlândia, apesar de já terem uma presença militar na ilha sob um acordo de 1951, porque esses acordos não são suficientes para garantir a defesa da Groenlândia. A ilha de 57.000 habitantes é um território autônomo do Reino da Dinamarca.

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“Você defende a propriedade. Não se defende o arrendamento. E nós teremos que defender a Groenlândia. Se não o fizermos, a China ou a Rússia o farão”, disse o presidente norte-americano.

*Com informações de Reuters

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Repórter
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter do MoneyTimes e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise politica da XP Investimentos.
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter do MoneyTimes e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise politica da XP Investimentos.
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