Ibovespa (IBOV) tenta retomar os 165 mil pontos com liquidez limitada por NY; 5 coisas para saber antes de investir hoje (19)
O Ibovespa (IBOV) inicia a semana com tensões geopolíticas elevadas por novas ameças tarifárias do governo Trump a países europeus. Os mercados de Wall Street permanecem fechados devido ao feriado de Martin Luther King, Jr. Day.
Por aqui, os investidores concentram as atenções no cenário eleitoral, na expectativa pela divulgação de novas pesquisas de intenção de voto, e em declarações do ministro da Fazenda, Fernando Haddad.
Por volta de 10h10 (horário de Brasília), o principal índice da bolsa brasileira operava com alta de 0,11%, aos 164.979,59 pontos. Poucos minutos depois, o Ibovespa inverteu sinal para queda: às 10h25, o IBOV caía 0,25%, aos 164.390,81 pontos.
O dólar à vista opera em leve ante o real,em meio a liquidez limitada. No mesmo horário, a moeda norte-americana subia a R$ 5,3674 (-0,10%).
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5 assuntos para saber ao investir no Ibovespa nesta segunda-feira (19)
1 – Expectativas para a inflação
Os economistas ouvidos pelo Banco Central (BC) reduziram mais uma vez a projeção para a inflação de 2026 de 4,05% para 4,02%, segundo o Boletim Focus divulgado nesta segunda-feira (19).
As projeções para Selic, câmbio e crescimento da economia foram mantidas. O mercado prevê a taxa básica de juros a 12,25% no final deste ano, dólar cotado a R$ 5,50 e Produto Interno Bruto (PIB) de 1,80%.
- LEIA MAIS: Economistas cortam projeções para inflação de 2026 mais uma vez; veja o Focus desta segunda (19)
2 – FGC começa a pagar credores do Banco Master
O Fundo Garantidor de Crédito (FGC) já recebeu mais de 360 mil solicitações de ressarcimento relacionadas à liquidação do Banco Master, ocorrida em novembro do ano passado.
Desse total, ao menos 150 mil credores finalizaram o processo de pedido e aguardam os pagamentos, previstos para começarem nesta segunda-feira (19). Os valores deverão ser pagos à vista.
Os depositantes e investidores afetados pela liquidação do Master podem solicitar o ressarcimento desde às 9h30 do último sábado (17), por meio dos canais oficiais do FGC.
Ao todo, cerca de 800 mil investidores terão direito ao ressarcimento, o que soma R$ 41,m bilhões.
3 – Acordo UE-Mercosul
Após mais de 25 anos de negociações, representantes do Mercosul e da União Europeia (UE) assinaram, na tarde do último sábado (17), um acordo de livre comércio entre os dois blocos de integração regional.
O tratado foi oficialmente firmado durante evento realizado em Assunção, no Paraguai, país que exerce a presidência temporária do Mercosul desde dezembro do ano passado.
A assinatura marca o encerramento das tratativas técnicas e políticas iniciadas em junho de 1999, quando começaram as discussões sobre os termos do acordo.
O pacto é o mais relevante já firmado pelo Mercosul em termos de acesso a mercados e dará origem à maior área de livre comércio do mundo.
4 – Conselho da Paz
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi convidado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para participar do chamado “Conselho de Paz”, que teria como objetivo inicial acabar com o conflito em Gaza, segundo três fontes do governo brasileiro à Reuters.
O convite foi recebido na sexta-feira (16) pela embaixada do Brasil em Washington e o tema deverá ser discutido com Lula nesta segunda-feira (19).
Além de Lula, os presidentes da Argentina, Javier Milei, e do Paraguai, Santiago Peña, foram convidados por Trump.
5 – Disputa pela Groenlândia
No fim de semana, o presidente norte-americano Donald Trump ameaçou implementar uma onda de tarifas crescentes sobre os aliados europeus até que os Estados Unidos tenham permissão para comprar a Groenlândia, aumentando a disputa sobre o futuro da ilha ártica da Dinamarca.
Em um post no Truth Social, Trump disse que tarifas adicionais de importação de 10% entrariam em vigor em 1º de fevereiro sobre produtos da Dinamarca, Noruega, Suécia, França, Alemanha, Holanda, Finlândia e Reino Unido – todos já sujeitos a tarifas impostas por Trump.
Essas tarifas aumentariam para 25% em 1º de junho e continuariam até que se chegasse a um acordo para que os EUA comprassem a Groenlândia, escreveu Trump neste sábado (17).
Em resposta, os países da União Europeia criticaram as ameaças tarifárias de Trump. A França, um dos países do bloco, propôs responder com uma série de contramedidas econômicas não testadas anteriormente.
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*Com informações de Reuters