Mercados

Ibovespa (IBOV) tenta retomar os 165 mil pontos com liquidez limitada por NY; 5 coisas para saber antes de investir hoje (19)

19 jan 2026, 10:10 - atualizado em 19 jan 2026, 10:25
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(Imagem: REUTERS/Amanda Perobelli)

O Ibovespa (IBOV) inicia a semana com tensões geopolíticas elevadas por novas ameças tarifárias do governo Trump a países europeus. Os mercados de Wall Street permanecem fechados devido ao feriado de Martin Luther King, Jr. Day.

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Por aqui, os investidores concentram as atenções no cenário eleitoral, na expectativa pela divulgação de novas pesquisas de intenção de voto, e em declarações do ministro da Fazenda, Fernando Haddad.

Por volta de 10h10 (horário de Brasília), o principal índice da bolsa brasileira operava com alta de 0,11%, aos 164.979,59 pontos. Poucos minutos depois, o Ibovespa inverteu sinal para queda: às 10h25, o IBOV caía 0,25%, aos 164.390,81 pontos. 



O dólar à vista opera em leve ante o real,em meio a liquidez limitada. No mesmo horário, a moeda norte-americana subia a R$ 5,3674 (-0,10%).

Radar do Mercado: 

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Day Trade: 

5 assuntos para saber ao investir no Ibovespa nesta segunda-feira (19)

1 – Expectativas para a inflação

Os economistas ouvidos pelo Banco Central (BC) reduziram mais uma vez a projeção para a inflação de 2026 de 4,05% para 4,02%, segundo o Boletim Focus divulgado nesta segunda-feira (19).

As projeções para  Selic, câmbio e crescimento da economia foram mantidas. O mercado prevê a taxa básica de juros a 12,25% no final deste ano, dólar cotado a R$ 5,50 e Produto Interno Bruto (PIB) de 1,80%.

2 – FGC começa a pagar credores do Banco Master

Fundo Garantidor de Crédito (FGC) já recebeu mais de 360 mil solicitações de ressarcimento relacionadas à liquidação do Banco Master, ocorrida em novembro do ano passado.

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Desse total, ao menos 150 mil credores finalizaram o processo de pedido e aguardam os pagamentos, previstos para começarem nesta segunda-feira (19). Os valores deverão ser pagos à vista. 

Os depositantes e investidores afetados pela liquidação do Master podem solicitar o ressarcimento desde às 9h30 do último sábado (17), por meio dos canais oficiais do FGC.

Ao todo, cerca de 800 mil investidores terão direito ao ressarcimento, o que soma R$ 41,m bilhões.

3 – Acordo UE-Mercosul

Após mais de 25 anos de negociações, representantes do Mercosul e da União Europeia (UE) assinaram, na tarde do último sábado (17), um acordo de livre comércio entre os dois blocos de integração regional.

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O tratado foi oficialmente firmado durante evento realizado em Assunção, no Paraguai, país que exerce a presidência temporária do Mercosul desde dezembro do ano passado.

A assinatura marca o encerramento das tratativas técnicas e políticas iniciadas em junho de 1999, quando começaram as discussões sobre os termos do acordo.

O pacto é o mais relevante já firmado pelo Mercosul em termos de acesso a mercados e dará origem à maior área de livre comércio do mundo.

4 – Conselho da Paz

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi convidado pelo presidente dos Estados UnidosDonald Trump, para participar do chamado “Conselho de Paz”, que teria como objetivo inicial acabar com o conflito em Gaza, segundo três fontes do governo brasileiro à Reuters.

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O convite foi recebido na sexta-feira (16) pela embaixada do Brasil em Washington e o tema deverá ser discutido com Lula nesta segunda-feira (19).

Além de Lula, os presidentes da Argentina, Javier Milei, e do Paraguai, Santiago Peña, foram convidados por Trump.

5 – Disputa pela Groenlândia

No fim de semana, o presidente norte-americano Donald Trump ameaçou implementar uma onda de tarifas crescentes sobre os aliados europeus até que os Estados Unidos tenham permissão para comprar a Groenlândia, aumentando a disputa sobre o futuro da ilha ártica da Dinamarca.

Em um post no Truth Social, Trump disse que tarifas adicionais de importação de 10% entrariam em vigor em 1º de fevereiro sobre produtos da Dinamarca, Noruega, Suécia, França, Alemanha, Holanda, Finlândia e Reino Unido – todos já sujeitos a tarifas impostas por Trump.

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Essas tarifas aumentariam para 25% em 1º de junho e continuariam até que se chegasse a um acordo para que os EUA comprassem a Groenlândia, escreveu Trump neste sábado (17).

Em resposta, os países da União Europeia criticaram as ameaças tarifárias de Trump. A França, um dos países do bloco, propôs responder com uma série de contramedidas econômicas não testadas anteriormente.

*Com informações de Reuters

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Repórter
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter do MoneyTimes e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise politica da XP Investimentos.
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter do MoneyTimes e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise politica da XP Investimentos.
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