Mercados

Ibovespa (IBOV) mantém nível recorde e supera os 172 mil pontos; 5 coisas para saber antes de investir hoje (22)

22 jan 2026, 10:11 - atualizado em 22 jan 2026, 10:11
ibovespa-ibov-acoes-fechamento
(Imagem: REUTERS/Amanda Perobelli)

O Ibovespa (IBOV) tenta engatar o terceiro dia de recordes consecutivos após conquistar mais de 5 mil pontos na véspera, encerrando o pregão aos 171 mil pontos.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O movimento de forte valorização é sustentado pela rotação global, com a saída de dólares do mercado norte-americano em meio a novas investidas de Donald Trump no contexto geopolítico.

Por volta de 10h10 (horário de Brasília), o principal índice da bolsa brasileira operava com alta de 0,48%, aos 172.646,65 pontos. 



O dólar à vista opera em queda ante o real e acompanha desempenho da moeda no exterior. No mesmo horário, a moeda norte-americana caía a R$ 5,3144 (-0,1ç2%).

Radar do Mercado: 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Day Trade: 

5 assuntos para saber ao investir no Ibovespa nesta quinta-feira (22)

1 – UE-Mercosul

O acordo de livre comércio entre União Europeia e Mercosul provavelmente será aplicado em caráter provisório em março, disse um diplomata da UE à Reuters nesta quinta-feira (22), apesar de uma contestação iminente no tribunal superior do bloco.

Ontem (211), parlamentares da UE decidiu solicitar um parecer jurídico sobre o acordo ao Tribunal de Justiça Europeu, o que pode atrasá-lo em dois anos.

“O acordo UE-Mercosul será aplicado provisoriamente assim que o primeiro país do Mercosul o ratificar”, disse um diplomata da UE à Reuters. “Provavelmente será o Paraguai em março”, acrescentou.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

No último sábado (17), a UE assinou o maior acordo comercial de sua história com o bloco da América do Sul. O acordo agora precisa ser aprovado pelo Poder Legislativos dos países antes de entrar em vigor.

2 – Recuo de Trump

As tensões geopolíticas tiveram um breve alívio nesta quarta-feira (21) com recuo do presidente dos Estados UnidosDonald Trump, sobre tarifas a países europeus e um possível acordo sobre a Groenlândia.

No discurso no Fórum Mundial Econômico, em Davos, o chefe da Casa Branca afirmou que não usará da força para “conquistar” a Groenlândia.

“As Forças Armadas não estão sendo cogitadas. Não acho que será necessário, realmente não acho. Acho que as pessoas vão usar o bom senso e acho que isso não será necessário”, disse ele.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Já no final da tarde de hoje, Trump afirmou que está próximo de um acordo para encerrar a disputa pela Groelândia.

“Formamos o arcabouço de um futuro acordo com relação à Groenlândia e, de fato, à toda a região do Ártico”, escreveu Trump em publicação na Truth Social. “Com base nesse entendimento, não vou impor as tarifas que estavam programadas para entrar em vigor em 1º de fevereiro.”

No último sábado (17), Trump disse que tarifas adicionais de importação de 10% entrariam em vigor em 1º de fevereiro sobre produtos da Dinamarca, Noruega, Suécia, França, Alemanha, Holanda, Finlândia e Reino Unido – todos já sujeitos a tarifas impostas por Trump.

Essas alíquota aumentariam para 25% em 1º de junho e continuariam até que se chegasse a um acordo para que os EUA comprassem a Groenlândia.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

3 –  Conselho da Paz

Hoje, Trump lançou o ‘Conselho da Paz’, inicialmente focado em consolidar o cessar-fogo de Gaza, mas que, segundo ele, pode assumir um papel mais amplo com chance de preocupar outras potências globais, embora tenha dito que trabalharia com as Nações Unidas.

“Quando esse conselho estiver completamente formado, poderemos fazer praticamente tudo o que quisermos. E faremos isso em conjunto com as Nações Unidas”, disse Trump, acrescentando que a ONU tem um grande potencial que não foi totalmente utilizado.

O presidente norte-americano, que presidirá o conselho, convidou dezenas de outros líderes mundiais a participarem, dizendo que deseja que o conselho trate de desafios que vão além da trégua vacilante em Gaza, o que despertou dúvidas de que isso poderia abalar o papel da ONU como a principal plataforma para a diplomacia global e a resolução de conflitos.

4 – Trump x Fed

Os juízes da Suprema Corte dos Estados Unidos, na audiência sobre a tentativa do presidente Donald Trump de demitir a diretora do Federal Reserve Lisa Cook, defenderam que a independência do banco central para definir a política monetária deve ser preservada e que ‘o enfraquecimento’ do BC apresentaria riscos econômicos reais.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

“Sua posição de que não há revisão judicial, nenhum processo exigido, nenhum recurso disponível, uma barra muito baixa para a causa que o presidente determina sozinho – quero dizer, isso enfraqueceria, se não destruir, a independência do Federal Reserve”, disse o juiz conservador Brett Kavanaugh durante uma conversa com o advogado-geral D. John Sauer, encarregado de argumentar por que Trump deveria ter permissão para destituir Cook.

“Temos que estar cientes do que estamos fazendo e das consequências de sua posição para a estrutura do governo”, disse Kavanaugh.

5 – Novo presidente do Fed

O assessor da Casa Branca, Kevin Hassett, candidato a substituir o presidente do Federal Reserve Jerome Powell, disse à CNBC que o novo chefe do banco central dos Estados Unidos deve ser “uma pessoa independente que respeite os mandatos”.

Hassett também elogiou o diretor de renda fixa da BlackRock, Rick Rieder, que também está concorrendo ao mesmo cargo.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

“Sou amigo de Rick há muito tempo. Ele é o melhor especialista em títulos”, disse Hassett.

O ex-diretor do Fed, Kevin Warsh; o atual diretor Christopher Waller e o chefe de renda fixa da BlackRock, Rick Rieder, estão entre os favoritos para comandar o Fed. De acordo com a plataforma Polymarket, Kevin Warsh tem 44% de chance de ser o indicado para o Fed. As apostas para Rick Rieder são de 29%.

Até a semana passada, o diretor do Conselho Econômico Nacional da Casa Branca, Kevin Hassett, era um dos favoritos do mercado para a Presidência do Fed, mas Trump declarou que deseja manter Hassett “onde está”.

*Com informações de Reuters

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Compartilhar

WhatsAppTwitterLinkedinFacebookTelegram
Repórter
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter do MoneyTimes e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise politica da XP Investimentos.
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter do MoneyTimes e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise politica da XP Investimentos.
Por dentro dos mercados

Receba gratuitamente as newsletters do Money Times

OBS: Ao clicar no botão você autoriza o Money Times a utilizar os dados fornecidos para encaminhar conteúdos informativos e publicitários.

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies.

Fechar