Ibovespa (IBOV) ensaia recuperação e retoma os 162 mil pontos; 5 coisas para saber antes de investir hoje (8)
O Ibovespa (IBOV) tenta recuperar as perdas da sessão anterior em dia agitado por dados no Brasil e no exterior. Os desdobramentos do Caso Master seguem no radar, elevando o nível de cautela dos investidores.
Por volta de 10h10 (horário de Brasília), o principal índice da bolsa brasileira operava com leve alta de 0,05%, aos 163.059,26 pontos.
O dólar à vista opera em queda ante o real, na contramão do desempenho da divisa no exterior. No mesmo horário, a moeda norte-americana subia a R$ 5,3826 (-0,08%).
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5 assuntos para saber ao investir no Ibovespa nesta quinta-feira (8)
1 – Caso Master
Ontem (7), o presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), ministro Vital do Rêgo, afirmou que uma eventual reversão da liquidação do Banco Master não caberia à corte de contas, mas sim ao Supremo Tribunal Federal (STF).
“O processo de ‘desliquidação’ do Master não cabe ao TCU, cabe ao STF, porque lá tem um processo aberto”, disse ele, em entrevista à Reuters. “Agora, o que o TCU pode oferecer, como vem oferecendo ao Supremo, são elementos sobre a apuração da legalidade da operação”.
Rêgo ressaltou que ainda não há elementos suficientes para afirmar se a liquidação do Banco Master, decretada em novembro pelo Banco Central, foi precipitada. Segundo ele, essa conclusão dependerá da análise das informações coletadas por técnicos do TCU em uma inspeção dos documentos do BC. A estimativa é que o trabalho leve cerca de 30 dias.
2 – Produção industrial
A produção industrial no Brasil ficou estável em novembro e frustrou a expectativa de um avanço, reforçando percepção de que o setor apresentou pouco fôlego em 2025 em meio à política monetária restritiva e ao tarifaço dos Estados Unidos.
A expectativa de economistas para o resultado de novembro, divulgado nesta quinta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), era de um avanço de 0,2%, segundo pesquisa da Reuters, depois de alta de 0,1% em outubro.
Contra o mesmo mês do ano anterior, houve queda de 1,2%, ante expectativa de recuo de apenas 0,1%.
Assim, a produção industrial, que teve resultados próximos ou iguais a zero em quase todos os meses de 2025, ainda está 14,8% abaixo do nível recorde alcançado em maio de 2011.
3 – IGP-DI
O Índice Geral de Preços-Disponibilidade Interna (IGP-DI) subiu menos do que o esperado em dezembro e terminou 2025 com deflação de 1,20%, refletindo principalmente o comportamento dos preços ao produtor, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV) nesta quinta-feira.
No último mês do ano passado, o índice acelerou a alta a 0,10%, de 0,01 em novembro, mas ainda ficou abaixo da expectativa em pesquisa da Reuters de avanço de 0,15%.
Com isso o indicador voltou a fechar o ano com deflação depois de acumular em 12 meses queda de 3,30% em 2023 e alta de 6,86% em 2024.
4 – EUA na Venezuela
Os Estados Unidos podem supervisionar a Venezuela e controlar sua receita de petróleo por anos, disse o presidente norte-americano, Donald Trump, em uma entrevista publicada nesta quinta-feira (8).
Durante o que o New York Times descreveu como uma entrevista abrangente, de duas horas, o jornal disse que Trump também pareceu retirar uma ameaça de tomar medidas militares contra a Colômbia, vizinha da Venezuela. Trump convidou o líder esquerdista colombiano, que ele havia chamado anteriormente de “homem doente”, para visitar Washington.
“Só o tempo dirá” por quanto tempo os EUA supervisionarão a Venezuela, disse Trump. Quando perguntado pelo jornal se seriam três meses, seis meses, um ano ou mais, Trump disse: “Eu diria que muito mais tempo”.
“Vamos reconstruí-la de uma forma muito lucrativa”, disse Trump sobre a Venezuela, para onde enviou tropas para prender o presidente Nicolás Maduro em um ataque noturno em 3 de janeiro.
“Vamos usar petróleo e vamos obter petróleo. Estamos baixando os preços do petróleo e vamos dar dinheiro à Venezuela, de que necessitam desesperadamente.”
5 – EUA e Colômbia
presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que estão sendo tomadas providências para que ele se reúna com o presidente da Colômbia, Gustavo Petro, na Casa Branca, em Washington, depois que os dois conversaram nesta quarta-feira.
Em uma postagem no Truth Social, Trump disse que Petro ligou “para explicar a situação das drogas e outros desentendimentos que tivemos”.
Após a ação militar na Venezuela, Trump ameaçou realizar uma intervenção também na Colômbia. A bordo do avião presidebncial Força Aérea Um no último domingo, o chefe da Casa Branca disse a repórteres que a “Colômbia está muito doente, administrada por um homem doente, que gosta de produzir cocaína e vendê-la aos EUA, e ele não vai continuar fazendo isso por muito tempo”.
Quando questionado sobre uma operação militar, Trump disse: “Parece bom para mim”.
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*Com informações de Reuters