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Ibovespa (IBOV) opera de lado: 5 coisas para saber antes de investir nesta segunda (10)

10 jun 2024, 10:20 - atualizado em 10 jun 2024, 10:23
ibovespa
Ibovespa abre pregão desta segunda-feira (10) em queda (Imagem: REUTERS/Amanda Perobelli)

Ibovespa (IBOV) abriu o pregão desta segunda-feira (10) de lado. O principal índice da Bolsa brasileira recuava 0,12%, a 120.624 pontos, por volta das 10h10.

Na agenda da semana, o mercado aguarda por mais um passo do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que sai amanhã, terça-feira (11), além do IBC-Br, prévia do PIB, na sexta-feira (14).



O dólar à vista rondava a estabilidade frente ao real nas primeiras negociações desta segunda, abrindo uma semana que também terá a divulgação de dados de inflação nos Estados Unidos e das decisões de política monetária do Federal Reserve e do Banco do Japão.

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5 assuntos para saber antes de investir no Ibovespa nesta segunda (10)

Mercado se prepara para inflação e Fed

A semana começa agitada com a divulgação dos dados do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) amanhã aqui no Brasil; depois, tem o Índice de Preços ao Consumidor (CPI, na sigla em inglês) dos Estados Unidos na quarta-feira (12).

Acontece que os números da inflação americana saem poucas horas antes da reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês). A expectativa é de que o Federal Reserve mantenha a taxa de juros no atual intervalo entre 5,25% e 5,50%.

Analistas da Guide Investimentos ponderam que o mercado está focado em pistas sobre quando começarão os cortes na taxa de juros e qual será o número de reduções neste ano. Embora o CPI não seja o índice inflacionário preferido do Fed, ele ajuda a estimar os próximos passos do banco central americano.

Na última sexta-feira, os dados do payroll apontaram para um mercado de trabalho ainda aquecido, o que jogou um balde de água fria nos investidores.

Reunião entre Haddad e Magda Chambriard, da Petrobras (PETR4)

Entre os destaques na agenda política desta segunda está a reunião entre o ministro da Fazenda Fernando Haddad e Magda Chambriard, atual presidente da Petrobras (PETR4).

O analista da Empiricus Research, Matheus Spiess, destaca que o mercado financeiro brasileiro enfrentou pressões na última semana, amplamente motivadas por rumores ligados as declarações do ministro Haddad em encontro fechado com investidores.

Alega-se que Haddad mencionou a necessidade de conter até R$ 30 bilhões em despesas governamentais neste ano, destacando que a decisão de reduzir gastos ou modificar o arcabouço fiscal estaria nas mãos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, com uma definição esperada para agosto.

Spiess destaca que essa interpretação circulou rapidamente entre os traders, gerando especulações de que o governo poderia optar por revisar a estrutura fiscal em vez de efetuar cortes diretos.

“Isso exacerbou a instabilidade no câmbio e nos juros futuros, contribuindo para uma acentuada queda do Ibovespa, já prejudicada por um relatório de emprego robusto nos EUA”, avalia.

Eletrobras (ELET3) vende térmicas para empresa de donos da JBS

Eletrobras (ELET3) assinou acordo para a venda dos últimos ativos termelétricos em operação com a Âmbar Energia. Os compradores pertencem ao grupo J&F — também donos da JBS — e vão pagar até R$ 4,7 bilhões pelos 13 ativos térmicos envolvidos na operação.

O acordo envolve um “earn-out” de 1,2 bilhão de reais e envolve o repasse imediato à Âmbar do risco de inadimplência dos contratos de energia dos ativos.

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Fluxo estrangeiro segue negativo

O fluxo estrangeiro segue enfrentando um período negativo e o analista da Guide Investimentos, Mateus Haag, avalia que, com a piora recente da situação fiscal brasileira, além dos ruídos no Banco Central, Ministério da Fazenda e outros, os investidores estrangeiros devem continuar evitando o Brasil no curto prazo.

“Vale destacar que esta semana tem reunião do Banco Central americano (Fed), além de dados de inflação nos EUA. Sinais mais claros de que os juros podem cair no curto prazo nos EUA pode ajudar a trazer o fluxo novamente pro Brasil”, destaca.

Semana começa com tom negativo no exterior

Os investidores começam a semana sem a China, que está com as bolsas fechadas devido ao feriado do Festival do Barco-Dragão. Com isso, também não teve negociação do minério de ferro em Dalian.

Especialmente entre as bolsas europeias, a semana começa em tom negativo, após os resultados das eleições mostrarem alternância de poder e levarem a França a antecipar suas eleições legislativas

Analistas da Ágora Investimentos destacam os índices futuros também recuam em Nova York, com investidores ainda receosos sobre como será a próxima decisão do Fed depois dos dados muito fortes no mercado de trabalho americano na última sexta-feira.

Repórter
Formada em jornalismo pela Universidade Nove de Julho. Foi redatora na área de marketing digital por 2 anos e ingressou no Money Times em 2022.
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