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Ibovespa cai 0,7% em março com guerra no Oriente Médio e interrompe sequência de 7 altas mensais

31 mar 2026, 18:16 - atualizado em 31 mar 2026, 18:31
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(Imagem: Canva Pró)

O Ibovespa (IBOV) interrompeu neste mês a sequência de altas iniciada em setembro de 2025 diante da aversão a risco com o conflito no Oriente Médio.

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Em março, o índice acumulou perda de 0,70% com a guerra dos Estados Unidos e Israel contra o Irã pressionando os preços do petróleo e reacendendo temores inflacionários.

Já o dólar acumulou valorização de 0,87% no mês, enquanto na última sessão do mês perdeu força e caiu 1,32%, a R$ 5,1786.

No mês, o mercado acompanhou com atenção o conflito no Oriente Médio. Com uma promessa inicial de duração entre quatro e cinco semanas do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a guerra segue, por ora, sem sinalizações claras de um cessar-fogo.

Trump em março cobrou maior envolvimento dos países-membros da Organização do Atlântico Norte (Otan) e mencionou que o Reino Unido e a França poderiam ter oferecido maior ajuda para liberar o Estreito de Ormuz.

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O estreito, uma das principais rotas de petróleo bruto, foi fechado ainda no fim de fevereiro pelo Irã. Com isso, o contrato mais líquido do Brent acumulou alta de 42,68% em março. O recorde mensal foi um aumento de 46% em setembro de 1990, durante a Primeira Guerra do Golfo.

Copom reduz juros

Embora o conflito no Oriente Médio tenha pressionado o Banco Central, o Comitê de Política Monetária (Copom) reduziu os juros de 15% para 14,75% ao ano em março. Segundo a autarquia, ainda há tempo para avaliar o ciclo de afrouxamento monetário, uma vez que a Selic segue em patamar elevado.

Ontem, o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, disse que a autoridade monetária optou por um corte menor nos juros justamente para “ganhar mais tempo”. Em sua avaliação, a postura mais conservadora do BC é o que permite a calibragem da política monetária neste momento.

“A gordura acumulada com uma posição mais conservadora permitiu ganhar tempo para entender melhor o cenário e seguir com a trajetória planejada”, afirmou durante a sua participação no Safra Macro Day.

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Federal Reserve

Em março, o Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês) manteve, nesta quarta-feira (18), os juros de referência dos Estados Unidos (EUA) no intervalo de 3,50% a 3,75% ao ano e apontou apenas um corte nas taxas ao longo de 2026.

Os diretores do Federal Reserve optaram por seguir com a postura adotada na reunião de janeiro, uma vez que os dados da economia norte-americana apontam para uma inflação ainda resiliente, enquanto o mercado de trabalho perde força.

O presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, afirmou que as expectativas para a inflação de longo prazo estão ancoradas, mesmo com os recentes choques do petróleo e de energia por conta da guerra no Oriente Médio.

As maiores altas do Ibovespa em março

A Petrobras (PETR3) despontou entre as maiores altas mensais, com ganho de 26%, seguindo a alta do petróleo com o conflito no Oriente Médio.

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Petrobras (PETR4) também ‘brilhou’ com alta de mais de 23%. A forte valorização da estatal foi influenciada pelo avanço do petróleo Brent no mercado internacional.

CÓDIGONOMEVARIAÇÃO MÊS
PETR3Petrobras ON26,07%
PETR4Petrobras PN23,75%
PRIO3PRIO ON21,45%
ENEV3Eneva ON14,53%
NATU3Natura ON13,72%
SLCE3SLC Agrícola13,29%
RECV3PetroReconcavo ON12,74%
UGPA3Ultrapar ON11,32%
BRAV3Brava Energia ON10,35%
VBBR3Vibra Energia ON6,61%

As maiores quedas do índice no mês

As ações da CSN (CSNA3) lideraram as perdas em março, com recuo de 26,57% após o balanço do quarto trimestre de 2025 acender um alerta para o aumento de endividamento da companhia.

Além disso, a CSN anunciou a assinatura de um empréstimo ponte de US$ 1,2 bilhão, com possibilidade de aumento para até US$ 1,4 bilhão, com taxa de juros inicial correspondente à SOFR acrescida de 6% ao ano e prazo de vencimento de 5 anos

CÓDIGONOMEVARIAÇÃO MÊS
CSNA3CSN ON-26,57%
MRVE3MRV ON-23,14%
DIRR3Direcional ON-18,63%
BEEF3Minerva ON-18,01%
EMBJ3Embraer ON-16,80%
VIVA3Vivara ON-16,69%
CSAN3Cosan ON-14,63%
VAMO3Vamos ON-14,84%
BBAS3Banco do Brasil ON-14,13%
CYRE4Cyrela PN-13,07%

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Jornalista formada pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). É repórter de mercados do Money Times. Antes disso, atuou na cobertura de macroeconomia na Broadcast/Agência Estado.
Jornalista formada pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). É repórter de mercados do Money Times. Antes disso, atuou na cobertura de macroeconomia na Broadcast/Agência Estado.
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