Ibovespa retoma tendência de alta e BTG Pactual vê ponto de inflexão no fluxo vendedor
A alta do Ibovespa (IBOV), que encerrou a última semana com ganhos de 3,03%, sugere uma inflexão no fluxo vendedor observado ao longo de março e indica melhora do apetite por risco no curto prazo, segundo analistas técnicos do BTG Pactual.
Com o desempenho recente, o principal índice da Bolsa interrompeu a sequência de quatro quedas semanais consecutivas. Nesta segunda-feira (30), o Ibovespa também avançava, 1,25%, aos 183,8 mil pontos, por volta das 12h40.
“No curto prazo, o índice passa a apresentar sinais mais consistentes de reversão para alta, após a recuperação observada nas últimas sessões”, afirmaram Lucas Costa e Gabriela Sporch, em relatório divulgado nesta segunda-feira (30).
O Ibovespa também mantém a tendência de alta nos médio e longo prazos. “No gráfico semanal, as médias móveis de 21 e 50 semanas seguem inclinadas positivamente e mantêm o cruzamento de alta, funcionando como suportes dinâmicos relevantes para a continuidade do movimento”, avaliam os analistas.
Até onde vai o Ibovespa?
Para o BTG Pactual, o Ibovespa começou a dar sinais de estabilização, o que sugere uma tentativa inicial de retomada da tendência principal, ou seja, de alta.
De acordo com o gráfico diário, o índice testa a média móvel de 50 dias, em 182.330 pontos – região considerada decisiva para o curto prazo. Esse nível é considerado o suporte para o IBOV.
“A manutenção desse suporte tende a favorecer a retomada da pressão compradora e a continuidade da tendência de alta, enquanto a perda consistente desse nível pode intensificar o movimento corretivo”, afirmaram Lucas Costa e Gabriela Sporch.
Já do ponto de vista estrutural, uma reversão do movimento de alta “mais ampla” só seria caracterizada com a perda da região de 164.730 pontos – topo registrado em dezembro de 2025 –, o que continua a ser a ‘referência chave’ de tendência.