Mercados

Ibovespa segue Wall Street e fecha em baixa em dia de Fed; dólar cai a R$ 5,10

29 jul 2026, 17:31 - atualizado em 29 jul 2026, 18:12
mercado morning ibovespa wall street
(Imagem: Pixabay)

O Ibovespa (IBOV) operou em baixa de quase 1% durante a maior parte do pregão, seguindo o exterior, e encerrou no negativo em dia de decisão do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) e falas do presidente do BC norte-americano, Kevin Warsh.

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Nesta quarta-feira (29), o principal índice da bolsa brasileira terminou as negociações em baixa de 1,52%, aos 173.885,34 pontos.

Já o dólar à vista encerrou as negociações a R$ 5,1084, em queda de 0,27%.

Por aqui, os investidores acompanharam a decisão de política monetária nos Estados Unidos. O Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês), do Federal Reserve, manteve a taxa de juros inalterada no intervalo de 3,50% a 3,75% nos Estados Unidos. No entanto, houve três votos dissidentes, o maior número desde 2016.

Votaram contra a medida de política monetária Beth M. Hammack, Neel Kashkari e Lorie K. Logan, que preferiram elevar a meta para a taxa de juros dos fundos federais em 0,25 ponto percentual nesta reunião.

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Na coletiva de imprensa após a decisão, o presidente do Fed, Kevin Warsh, minimizou a dissidência. “Eu pedi uma boa briga de família e foi exatamente isso que aconteceu”, afirmou. Segundo ele, a existência de votos divergentes faz parte do desenho institucional do banco central e melhora a qualidade das decisões.

Nos Estados Unidos, o Treasury de 30 anos seguiu operando em alta após a decisão, sinalizando a leitura no mercado de títulos que o Fed pode estar atrasado no combate à inflação, uma vez que a taxa de juros foi mantida.

“Quero enfatizar, é claro, que as decisões deste comitê são muito importantes e, quando necessário e apropriado, não hesitaremos em agir”, disse Warsh, durante a coletiva de imprensa.

Na avaliação do analista Gabriel Mollo, da Daycoval Corretora, o mercado ainda acredita que deve ter uma elevação de 0,25 ponto percentual na reunião de setembro do Fed, enquanto o consenso é de corte de 0,25 ponto percentual na taxa Selic. “Se isso acontecer, é ruim para a nossa bolsa”, afirma.

Altas e quedas do Ibovespa

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Em dia de fraqueza no Ibovespa, o Índice Financeiro (IFNC) terminou o pregão com queda de 2,06%. O Itaú (ITUB4), que detém 8% de participação do IBOV, encerrou com perdas de 2,43%, a R$ 41,82.

A Vale (VALE3), que detém 11% de participação do índice, encerrou em queda de 0,85% (R$ 75,05), em linha com o minério de ferro. O contrato mais líquido da commodity, para setembro, teve baixa de 0,27%, a 739 yuans (US$ 109,13) a tonelada em Dalian, na China.

Já a Petrobras (PETR4;PETR3) seguiu o petróleo e forte alta: o contrato mais líquido do petróleo Brent, referência para o mercado internacional, para outubro terminou o dia com salto de 7,32%, a US$ 88,09 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres. PETR3 subiu 2,35% (R$ 47,51) e PETR4 registrou avanço de 1,92% (R$ 42,00).

Além disso, o desempenho operacional da companhia no segundo trimestre do ano reforça a expectativa de um balanço sólido e aumenta as chances de uma distribuição robusta de dividendos, segundo analistas.

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Para o Citi, a Petrobras entregou um trimestre “robusto”, com recordes tanto na produção de petróleo e gás quanto no refino. A instituição acredita que a combinação entre maior produção, aumento das exportações, preços médios mais elevados do Brent e custos de extração potencialmente menores deve se refletir em um resultado financeiro mais forte.

O CMDB11, ETF do BTG Pactual com uma cesta de ações ligadas a commodities na B3, registrou ganho de 0,49%.

Bancos, Vale e Petrobras correspondem a 50% da carteira teórica do Ibovespa.

A ponta negativa do índice foi encabeçada pela CSN (CSNA3), que recuou 7,80% (R$ 5,20).

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Na sequência aparecem Santander (SANB11), com derretimento de 7,37% (R$ 25,63) após o resultado fraco do segundo trimestre de 2026.

O Itaú considerou o resultado como negativo para as ações, ‘onde reiteramos a recomendação de desempenho de mercado’.

Já a ponta positiva, por outro lado, foi liderada por Prio (PRIO3), com alta de 2,89% (R$ 58,41), em linha com o avanço do petróleo.

Exterior

Os índices de Wall Street decharam em forte queda após a decisão do Fed de manter os juros inalterados, com os investidores avaliando se o BC conseguirá manter a inflação sob controle.

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Em destaque, o Dow Jones caiu 1,100 pontos, registrando a pior queda desde abril do ano passado.

Além disso, os balanços corporativos seguiram no radar, com expectativa pelos números do segundo trimestre de Meta Platforms e Microsoft. As empresas divulgam os resultados após o fechamento regular dos mercados.

Confira o fechamento dos índices:

  • Dow Jones: -2,19%, aos 51.594,14 pontos;
  • S&P 500: -1,52%, aos 7.316,21 pontos;
  • Nasdaq: -1,74%, aos 24.442,942 pontos.

Na Europa, os índices fecharam majoritariamente em baixa à espera do Fed. O índice pan-europeu Stoxx 600 encerrou as negociações com recuo de 0,29%, aos 645,01 pontos.

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Na Ásia, os índices terminaram mistos: o índice Nikkei, do Japão, recuou 1,49%, aos 61.434,19 pontos, e o índice Hang Seng, de Hong Kong, teve alta de 1,96%, aos 25.807,92 pontos.

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Jornalista formada pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). É repórter de mercados do Money Times. Antes disso, atuou na cobertura de macroeconomia na Broadcast/Agência Estado.
Jornalista formada pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). É repórter de mercados do Money Times. Antes disso, atuou na cobertura de macroeconomia na Broadcast/Agência Estado.

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