Mercados

Wall Street tomba após decisão do Fed com maior dissidência em uma década; Dow Jones tem pior pregão desde abril de 2025

29 jul 2026, 17:06 - atualizado em 29 jul 2026, 17:10
Operador na bolsa de Nova York 1º de junho de 2026. REUTERS/Brendan McDermid/Foto de arquivo / USN: KBN3T21FY/ ID: tag:reuters.com,2026:newsml_KBN3T21FY:1
Operador na bolsa de Nova York (Foto: REUTERS/Brendan McDermid/Foto de arquivo)

Os índices de Wall Street fecharam em forte queda após a decisão do Federal Reserve (Fed, o Banco Central dos EUA) de manter os juros inalterados, com os investidores avaliando se o BC conseguirá manter a inflação sob controle.

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Em destaque, o Dow Jones caiu 1,100 pontos, registrando a pior queda desde abril do ano passado.

Confira o fechamento dos índices:

  • Dow Jones: -2,19%, aos 51.594,14 pontos;
  • S&P 500: -1,52%, aos 7.316,21 pontos;
  • Nasdaq: -1,74%, aos 24.442,942 pontos.

Os balanços corporativos seguiram no radar, com expectativa pelos números de Meta Platforms e Microsoft do segundo trimetres. As empresas divulgam os resultados após o fechamento regular dos mercados.

Fed mantém juros com maior dissidência desde 2016

O principal foco de atenção desta quarta-feira foi a decisão do Comitê Federal do Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês) do Fed, que manteve os juros na faixa de 3,50% a 3,75% ao ano pela quinta vez consecutiva.

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Como também esperado, a decisão não foi unânime: Beth Hammack, Neel Kashkari e Lorie Logan votaram pela alta de 0,25 ponto percentual nos juros. Essa foi a primeira vez desde 2016 que três dos oito diretores do Fed discordaram da decisão unificada.

Durante a coletiva de imprensa, o presidente do Fed, Kevin Warsh, afirmou que as divergências foram intencionais e bem-vindas. Ele destacou que queria uma “boa briga de família” dentro do Fomc e que os três votos dissidentes mostram que o Comitê está debatendo os temas de forma aberta e intensa.

Warsh também reafirmou o compromisso com a meta de inflação, de 2%, e indicou que o BC está reavaliando não apenas a política monetária, mas também sua estratégia de comunicação e o uso de seus instrumentos.

Em reação, o rendimento do título do Tesouro com vencimento em 30 anos, referência para o mercado de hipotecas, atingiu o nível mais alto desde julho de 2007. O yield do título bateu 5,201%, alta de 10,5 pontos-base ante o fechamento anterior.

Conflito no Oriente Médio

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A trégua nos ataques entre Estados Unidos e Irã, que havia sido estabelecida pelo presidente norte-americano Donald Trump no último sábado, chegou ao fim.

Hoje, os EUA e a Arábia Saudita realizaram conjuntos contra grupos armados apoiados pelo Irã no Iraque. Além disso, o Departamento do Tesouro norte-americano anunciou mais uma rodada de sanções contra o país persa, direcionadas a 10 entidades – sendo seis delas sediadas na China – e mais oito petroleiros.

“Os Estados Unidos não permitirão que o Irã mantenha o comércio global como refém ou use o transporte marítimo internacional para financiar o terrorismo, a agressão e a repressão da Guarda Revolucionária Islâmica”, disse o secretário do Tesouro, Scott Bessent, no comunicado, referindo-se à Guarda Revolucionária Islâmica.

O Irã, por sua vez, rejeitou uma proposta de Omã para administrar conjuntamente o Estreito de Ormuz e afirmou ter disparado contra navios no estreito e contra bases norte-americanas na Jordânia.

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A retomada dos combates e os reveses diplomáticos fizeram os preços do petróleo subirem pela primeira vez desde a semana passada. O contrato futuro do Brent para outubro terminou o dia com salto de 7,32%, a US$ 88,09 o barril; enquanto o contrato do petróleo West Texas Intermediate (WTI) para setembro avançou 6,56%, a US$ 84,46 o barril.

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Repórter
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter de Mercados no Money Times e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise política da XP Investimentos.
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter de Mercados no Money Times e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise política da XP Investimentos.

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