Ibovespa

Ibovespa sob pressão: analista aponta os gatilhos que podem trazer estrangeiros de volta

14 ago 2026, 13:49
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(Imagem: REUTERS/Amanda Perobelli)

O Ibovespa (IBOV) enfrenta um cenário de pressão diante da saída de capital estrangeiro, das incertezas geopolíticas e das expectativas em torno do ciclo eleitoral brasileiro, avalia Rodrigo Laborne, analista da Safira Investimentos.

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Em entrevista ao Giro do Mercado, o especialista explicou que o movimento de retirada de recursos estrangeiros já vem sendo observado há algumas semanas e está relacionado tanto às perspectivas menos favoráveis para o Brasil quanto ao ambiente internacional.

A tensão geopolítica, somada às retaliações adotadas pelos Estados Unidos e a indicadores brasileiros pouco positivos, ajuda a explicar o desempenho negativo da bolsa.

Confira a análise completa no Giro do Mercado:

Para Laborne, o cenário eleitoral também deve ganhar cada vez mais importância para os ativos brasileiros. A possibilidade de reeleição do atual governo já é considerada por parte do mercado, mas eventuais mudanças nas expectativas podem funcionar como gatilho para uma melhora do Ibovespa.

“O governo atual não descarta a opinião popular do mercado”, afirma. Na avaliação do analista, mesmo diante da possibilidade de reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva, qualquer indicação de um cenário futuro mais favorável poderia melhorar a percepção dos investidores.

Quais setores podem ganhar

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Outro ponto de atenção é o comportamento do investidor local. Laborne destaca que o fluxo doméstico ainda não produziu um efeito relevante sobre os preços dos ativos neste ano.

Em um cenário de melhora dos indicadores econômicos brasileiros, o analista avalia que existe a possibilidade de uma retomada, ainda que mínima, desse fluxo externo para a bolsa.

Para ele, empresas mais prejudicadas pelo enfraquecimento do consumo cíclico poderiam ganhar espaço nesse caso. “Construtoras e empresas de consumo doméstico podem ser favorecidas”, apontou.

Já “com juros mais altos e inflação persistente, setores defensivos são mais interessantes”, afirmou o especialista.

Impacto da Lei da Reciprocidade

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O mercado também repercute o anúncio de que o governo brasileiro acionou a Lei da Reciprocidade Econômica em resposta ao aumento de tarifas imposto pelos EUA.

O objetivo seria abrir espaço para negociações e buscar alternativas que reduzam ou eliminem os impactos das medidas sobre as exportações brasileiras, evitando a adoção de contramedidas comerciais pelo Brasil.

Para Laborne, a elevação das tarifas aumenta os riscos de pressão inflacionária e dificulta a interlocução entre os países. No caso brasileiro, porém, ainda existe uma etapa de negociação antes que os efeitos definitivos sobre a economia possam ser determinados.

“A partir daí, pode acontecer algum alívio ou retirada das tarifas adicionais. Então, não necessariamente existe um impacto já estabelecido para o nosso futuro”, ressaltou.

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*Com supervisão de Maria Carolina Abe

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Repórter estagiária no Money Times e jornalista em formação pela Universidade de São Paulo, com passagem pela Sapienza Università di Roma. Antes, trabalhou no UOL, no Terra e no Laboratório Agência de Comunicação da ECA-USP.
Repórter estagiária no Money Times e jornalista em formação pela Universidade de São Paulo, com passagem pela Sapienza Università di Roma. Antes, trabalhou no UOL, no Terra e no Laboratório Agência de Comunicação da ECA-USP.

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