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Ibovespa: Veja 5 coisas para saber antes de investir nesta quinta-feira (23)

23 nov 2023, 9:59 - atualizado em 23 nov 2023, 10:02
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Antes de investir: O Ibovespa amanhece no negativo, sem direção vinda de Wall Street. Veja o que mexe com os mercados nesta quarta-feira. (Imagem: Money Times/Diana Cheng)

Ibovespa (IBOV) futuro opera em baixa de 0,10%, com Wall Street de folga. Ontem, o Ibovespa (IBOV) registrou alta de 0,33% no pregão, a 126.035,30 pontos, mesmo com a Vale (VALE3) pesando.

dólar abriu esta quinta-feira (23) em queda, recuando 0,15%, cotado a R$ 4,8994. Por volta das 09h15, aprofundou queda para 0,32%, a R$ 4,8909.

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Antes de investir: Veja cinco assuntos que vão mexer com os mercados nesta quinta-feira (23)

Feriado nos Estados Unidos

Nesta quinta-feira (23), é comemorado o Dia de Ação de Graças nos Estados Unidos. Por isso, as bolsas de Nova York estão fechadas, adiantando o final de semana para muito investidores e diminuindo a liquidez do mercado financeiro.

Wall Street fechou em alta ontem — Nasdaq (0,46%), S&P 500 (0,41%) e Dow Jones (0,53%) — e os índices futuros para o pregão mais curto de amanhã seguem no positivo.

Cemig e Copasa

Ontem, os papéis da Copasa (CSMG3) e Cemig (CMIG4) chegaram a entrar em leilão após o governador de Minas Gerais, Romeu Zema, afirmar que a possível federalização das empresas pode ser usada para abater a dívida do estado com a União.

De acordo com o Valor Econômico, Zema disse que a operação “tem todas as condições”. “Estamos bastante otimistas”, afirmou após se reunir com o presidente do Senado Rodrigo Pacheco.

No entanto, a Cemig esclareceu na quarta-feira (22), após o fechamento do pregão, que não possui conhecimento, para além do divulgado pela mídia, sobre uma possível federalização. O processo “tramita em âmbito externo da companhia”, afirmou em comunicado.

Planos da Petrobras

A Petrobras (PETR3;PETR4) já anunciou que divulgará seu plano de investimentos na sexta-feira (24). A expectativa do mercado é de que sejam previstos investimentos em torno de US$ 100 bilhões (R$ 490,7 bilhões) em novos projetos de petróleo, gás, refino e fontes renováveis.

Para a Ativa Investimentos, ter conhecimento do montante a ser investido ao longo dos próximos anos é fundamental para o investidor ter ciência da geração de caixa que a empresa conseguirá alcançar ao longo do próximo quinquênio.

“Quanto maior o investimento, menor a capacidade imediata de gerar recursos livremente e maior o escrutínio do mercado quanto à assertividade dos investimentos para que estes valores possam incrementar a geração de caixa futura a partir da sua execução”, aponta em relatório.

Na agenda, o Conselho de Administração da estatal se reúne hoje para aprovar o novo plano de negócios da estatal para os anos de 2024 e 2028.

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China

Rafael Passos, analista da Ajax Asset, destaca que o governo da China avalia uma nova medida de apoio ao setor imobiliário. A ideia é permitir empréstimos de bancos às construtoras sem necessidade de garantias, disponibilizando recursos para fins operacionais das companhias.

“As medidas buscam reduzir o gap necessário para estabilizar a indústria com recursos para entregar obras inacabadas (estima-se ~US$ 446 bilhões) e continuar com o pagamento de dívidas contratadas anteriormente. Essas ações têm dado suporte a economia e tem sido trigger relevante para ativos dependentes da demanda chinesa”, afirma.

Além disso, o país também sinalizou medidas de supervisão sobre as atividades de compra e venda de minério de ferro no mercado. Segundo autoridades chinesas, os preços podem estar manipulados, após recente alta da commodity. Na bolsa chinesa de Dalian, o minério de ferro registrou queda de -0,86%, cotado a US$ 137,71.

Déficit primário

A Terra Investimento lembra que o governo alterou estimativa de déficit de -R$ 141,4 bilhões para -R$ 177,4 bilhões em 2023. Além disso, os ministérios do Planejamento e Fazenda anunciaram um bloqueio adicional de R$ 1,1 bilhão em despesas no Orçamento deste ano.

“A justificativa do governo para revisão está no volume arrecadado menor do que o esperado ao longo dos últimos meses e despesas maiores do que o projetado, ainda assim, o governo disse que segue com o compromisso de zerar o déficit em 2024”, aponta em relatório.

Passos afirma que medidas de arrecadação e corte de gastos passam a ser necessárias para o Brasil continuar em um ambiente mais construtivo se comparado aos seus pares internacionais e conseguir compensar excessivo gasto do novo governo.

Editora-chefe
Formada em Jornalismo pela PUC-SP, tem especialização em Jornalismo Internacional. Atua como editora-chefe no Money Times e já trabalhou nas redações do InfoMoney, Você S/A, Você RH, Olhar Digital e Editora Trip.
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