Inflação

Inflação em 3,80% para 2026: Daycoval reduz projeções e reforça cenário de alívio

09 fev 2026, 10:31 - atualizado em 09 fev 2026, 10:31
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A nova projeção do Daycoval consolida a percepção de que o processo de desinflação está em curso e abre espaço para o início do ciclo de cortes de juros, ainda que de forma gradual (Imagem: inkdrop)

Com desinflação mais consistente e câmbio acomodado, o Daycoval revisou para baixo a projeção para Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 2026, de 4,1% para 3,8%, reforçando o cenário de início do ciclo de cortes da Selic.

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A mudança reflete um ambiente inflacionário menos pressionado do que o esperado no fim do ano passado. Segundo o banco, a melhora vem principalmente do comportamento mais benigno da inflação importada, da acomodação do câmbio e da revisão para baixo nos preços administrados, que passaram de uma alta estimada de 4,2% para 3,6%.

A redução no preço da gasolina e a incorporação de deflação em itens como emplacamentos e licenças ajudaram a compor o novo cenário.

Do lado dos bens industriais, a projeção também foi ajustada, de 3,5% para 3,0%, refletindo a menor pressão cambial e o impacto mais contido das commodities em reais. A leitura é que o primeiro semestre ainda deve carregar os efeitos desse ambiente externo mais favorável.

Apesar da revisão, o banco mantém cautela. A inflação de serviços segue como principal ponto de atenção, especialmente diante de um mercado de trabalho ainda apertado e com ganhos reais de renda. O núcleo da inflação, mais sensível à dinâmica salarial, continua sendo um desafio para o Banco Central.

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Ainda assim, a nova projeção consolida a percepção de que o processo de desinflação está em curso e abre espaço para o início do ciclo de cortes de juros, ainda que de forma gradual. Com isso, o banco reforça a expectativa de que a taxa de juros finalize o ano em 12%, com um corte inicial de 0,25 pontos percentuais em março.

O Daycoval avalia que a comunicação mais dovish (ou seja, mais amena) do BC foi uma surpresa para eles, mas destaca que o cenário segue sendo marcado por ” expectativas desancoradas, projeções de inflação elevadas,
resiliência na atividade econômica e pressões no mercado de trabalho”.

Olhando para o curto prazo, no entanto, o banco ressalta que a autoridade financeira pode iniciar o ciclo de forma mais intensa.

“Cabe adicionar que a postura firme do BC também é parte relevante desse processo. Neste sentido, a adoção de uma postura mais dovish em ambiente de elevada incerteza pode atrapalhar o processo de reancoragem das expectativas de inflação”, destaca em relatório.

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Jornalista formada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, atua há 3 anos na redação e produção de conteúdos digitais no mercado financeiro. Anteriormente, trabalhou com produção audiovisual, o que a faz querer juntar suas experiências por onde for.
Jornalista formada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, atua há 3 anos na redação e produção de conteúdos digitais no mercado financeiro. Anteriormente, trabalhou com produção audiovisual, o que a faz querer juntar suas experiências por onde for.
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