Giro do Mercado

Inflação nos EUA e guerra preocupam mercado: ‘Tivemos uma piora na situação’, alerta analista da Empiricus

10 jun 2026, 13:18 - atualizado em 10 jun 2026, 13:18
(Imagem: iStock/ Darren415)

O Índice de Preços ao Consumidor (CPI, na sigla em inglês) dos Estados Unidos é um dos destaques do mercado nesta quarta-feira (10).

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A inflação ao consumidor subiu 0,5% em maio e soma 4,2% em 12 meses. Os números vieram em linha com as expectativas, impulsionados pela guerra no Oriente Médio, de acordo com Matheus Spiess, estrategista da Empiricus Research, em entrevista ao Giro do Mercado.

Para Spiess, os dados preocupam: “Antes do conflito, a inflação já era um problema de difícil combate. O que tivemos agora é uma piora desta situação, enquanto aguardamos a primeira reunião do Federal Reserve sob o comando do Kevin Warsh”, explicou.

Confira o Giro do Mercado desta quarta-feira (10)

A expectativa, segundo o analista, é de uma possível alta da taxa de juros nos EUA, impactando os mercados globais. “O movimento dos juros nos EUA baliza as taxas de juros ao redor do mundo, incluindo o Brasil. Por aqui, devemos paralisar o ciclo de cortes na próxima reunião do Copom”, afirmou Spiess.

Na projeção da Empiricus, a expectativa é de que a taxa de juros chegue ao final de 2026 no patamar de 14%. “Essa é uma trajetória plausível, porque ainda temos os efeitos do período das eleições. O Banco Central poderia cortar mais uma vez e pausar o ciclo e, eventualmente, retomar com mais um corte no final do ano, a depender da trajetória da inflação e do desenrolar da guerra no Irã”, destaca Spiess.

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A guerra segue nos holofotes do mercado, com uma série de ataques entre Irã e Estados Unidos nesta madrugada. Para Spiess, a economia já tem se “acostumado” com o cenário de conflito e o petróleo está mais controlado também por uma redução de demanda vinda da China, que tem consumido suas próprias reservas, diminuindo as importações.

Ainda assim, o especialista afirma que os mercados globais podem sofrer volatilidade com os efeitos do conflito no Oriente Médio, motivados principalmente pela instabilidade na comunicação de ambos os polos da guerra.

*Com supervisão de Juliana Américo

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Repórter estagiária no Money Times e jornalista em formação pela Universidade de São Paulo, com passagem pela Sapienza Università di Roma. Antes, trabalhou no UOL, no Terra e no Laboratório Agência de Comunicação da ECA-USP.
Repórter estagiária no Money Times e jornalista em formação pela Universidade de São Paulo, com passagem pela Sapienza Università di Roma. Antes, trabalhou no UOL, no Terra e no Laboratório Agência de Comunicação da ECA-USP.
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