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Instalações petrolíferas não foram afetadas por ataques dos EUA à Venezuela, diz Reuters

03 jan 2026, 12:49 - atualizado em 03 jan 2026, 12:49
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(Imagem: REUTERS/Angus Mordant)

A produção e o refino de petróleo da Venezuela, controlados pelo Estado, não sofreram nenhum dano nos ataques dos Estados Unidos ao país e operam normalmente neste sábado (3), segundo fontes com conhecimento das operações da empresa de energia PDVSA à Reuters.

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Durante a madrugada de hoje, os Estados Unidos atacaram a Venezuela e capturaram seu presidente, Nicolás Maduro, e esposa. A ação militar foi confirmada pelo presidente norte-americano Donald Trump, após meses de tensão entre os dois países sob acusações de tráfico de drogas e ilegitimidade no poder.

O porto de La Guaira, próximo a Caracas, um dos maiores do país, mas que não é usado para exportação de petróleo, teria sofrido graves danos, segundo uma das fontes.

Em dezembro, Trump anunciou um bloqueio aos navios petroleiros que entram ou saem do país e os EUA apreenderam duas cargas de petróleo venezuelano.

Isso reduziu as exportações do país da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) no mês passado para cerca de metade dos 950.000 barris por dia (bpd) que foram enviados em novembro, de acordo com dados de monitoramento e documentos internos.

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As medidas dos EUA fizeram com que muitos proprietários de embarcações se afastassem das águas venezuelanas, o que aumentou rapidamente os estoques de petróleo e combustível da PDVSA.

A petrolífera venezuela foi forçada a desacelerar as entregas nos portos e armazenar petróleo em navios-tanque para evitar cortes na produção de petróleo ou no refino.

Além disso, o sistema administrativo da PDVSA também não se recuperou totalmente de um ataque cibernético em dezembro que a obrigou a isolar terminais, campos de petróleo e refinarias de seu sistema central e a recorrer a registros escritos para continuar as operações.

Qual o impacto nos preços do petróleo?

Considerado um dos “termômetro de risco” do mercado, os preços do petróleo tendem a ser impactos diretamente pelas tensões geopolíticas. Nas últimas semanas, a escalada de tensão entre Estados Unidos e a Venezuela já estava sendo precificada nas cotações do óleo.

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Contudo, o mercado ainda vê o conflito como um risco potencial, incluindo possíveis interrupções de produção e exportação – que, caso aconteçam, devem se traduzir na alta nos preços. Vale lembrar que a Venezuela tem a maior reserva de petróleo do mundo.

Após os ataques, Trump afirmou que os EUA estarão “fortemente envolvidos” no setor petrolífero da Venezuela. “Temos as maiores empresas petrolíferas do mundo, as maiores, as melhores, e vamos nos envolver muito nisso”, afirmou ele em entrevista à Fox News neste sábado.

O mercado, porém, tem outros fatores no radar: as tratativas de cessar-fogo entre Rússia e Ucrânia e a expectativa de estabilidade na produção pela Organização dos Países Exportadores de Petróleo e produtores aliados (Opep+), que se reúne neste domingo (4).

No último fechamento, na sexta-feira (2), os contratos mais líquidos do petróleo Brent, referência para o mercado internacional, para março, fecharam com recuo de 0,16%, a US$ 60,75 o barril na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres

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Já os contratos do petróleo West Texas Intermediate (WTI) para fevereiro registraram queda de 0,17%, a US$ 57,32 o barril na New York Mercantile Exchange (Nymex), nos EUA.

*Com informações de Reuters

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Repórter
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter do MoneyTimes e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise politica da XP Investimentos.
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter do MoneyTimes e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise politica da XP Investimentos.
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