Inteligência Artificial

Inteligência artificial: ‘Ciclo do medo’ criou janela para investir, diz especialista da Global X

26 mar 2026, 8:30 - atualizado em 26 mar 2026, 8:30
Da esquerda para a direita: a jornalista Paula Comassetto, do Money Times, Flavio Vegas, especialista em produtos da Global X, e Enzo Pacheco, analista da Empiricus Research. Os três participaram do evento Imersão Money Times, nesta quarta-feira (25), em São Paulo

Se investidores temiam que a onda de inteligência artificial pudesse ser uma ‘bolha’, a recente realização de algumas empresas do setor pode ter criado uma oportunidade de exposição à tese de IA.

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A visão é de Flavio Vegas, especialista em produtos da gestora Global X. Na Nasdaq, a Microsoft acumula queda de 21,55% no ano, enquanto a Alphabet recua cerca de 8%.

No evento Imersão Money Times, realizado pelo Money Times nesta quarta-feira (25), em São Paulo, Vegas afirmou que a queda também tem relação com o conflito envolvendo os Estados Unidos e o Irã, que já se arrasta pela terceira semana. E é aí que surge outra oportunidade.

“A gente sabe que o conflito não vai durar para sempre. Então, quando você pensa em alocação em renda variável, pega gráficos e compara índices de 20, 30, 40 anos atrás com hoje, todos estão subindo — mas não em linha reta”.

Ainda segundo Vegas, trata-se de um ‘ciclo do medo’, no qual muitos investidores se desesperam e se desfazem de suas posições.

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“Agora que está todo mundo com medo, vendendo, é a hora de comprar para colher esses frutos no futuro”. Ele reforça que ciclos de mercado vêm e vão, mas as tecnologias vencedoras permanecem.

Queda ainda pequena

Para o analista da Empiricus Enzo Pacheco, que também participou do evento, a queda nem é tão expressiva diante do cenário geopolítico atual, marcado pela disparada do petróleo e pelo risco de interrupção dos cortes de juros nos Estados Unidos por conta da guerra.

“A gente fala de volatilidade, mas o S&P 500 caiu 5% das máximas”, afirmou.

Segundo ele, os patamares de preço/lucro atuais — e não apenas no setor de tecnologia — não estão entre os mais baixos dos últimos 20 anos. Ainda assim, é preciso considerar a evolução das empresas.

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“A empresa média hoje é melhor do que era duas décadas atrás. Por isso, os investidores aceitam pagar um valuation um pouco mais alto”, destaca.

ETF pode ser ‘atalho’

Nesse cenário, escolher as vencedoras da corrida da IA pode não ser tarefa simples. Uma alternativa é investir em ETFs, que reúnem diversas empresas em um único produto.

Outra vantagem, segundo Vegas, é permitir exposição a temas específicos, mesmo sem acompanhar de perto quais companhias realmente inovam ou geram valor.

“A exposição via ETF surge justamente como uma forma de democratizar o acesso do investidor”.

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Além disso, o produto permite ter diversificação internacional. Quem quer investir, por exemplo, em inteligência artificial, hoje não encontra essa exposição em empresas brasileiras.

“Esse acesso pode ser feito a partir do Brasil por meio de ETFs, fundos ou outros veículos com exposição internacional. Não há hoje no Ibovespa empresas diretamente ligadas à inteligência artificial”, afirma.

Quem vai vencer?

Ainda assim, os analistas não se furtaram a apontar possíveis vencedoras na corrida da IA — e a resposta foi praticamente unânime: Microsoft e Nvidia.

“Eu gosto muito da Microsoft hoje. Apesar de ter passado por um período meio ‘esquecida’ pelos grandes investidores, acho que ela tem fundamentos muito sólidos no geral”, afirma Pacheco.

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Para quem prefere empresas chinesas, Vegas também cita nomes como Tencent e Alibaba, que também merecem atenção.

“Mas vale o alerta: para quem não quiser escolher empresa por empresa, uma alternativa é investir por meio de um ETF de inteligência artificial, que oferece exposição a todas essas companhias.”

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Editor-assistente
Formado pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, cobre mercados desde 2018. Ficou entre os jornalistas +Admirados da Imprensa de Economia e Finanças das edições de 2022, 2023 e 2024. Possui curso intesivo de mercado de capitais oferecido pelo Insper em parceria com a B3. É também setorista de bancos. Antes, atuou na assessoria de imprensa do Ministério Público do Trabalho e como repórter do portal Suno Notícias, da Suno Research.
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