Ibovespa

Investidores europeus continuam otimistas com o Brasil, segundo estrategistas da XP

03 fev 2026, 12:41 - atualizado em 03 fev 2026, 12:41
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(Imagem: Canva Pro)

Os investidores europeus seguem otimistas com o Brasil e um dos motivos é a política monetária, segundo os estrategistas da XP Investimentos.  

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Em janeiro, o principal índice da bolsa brasileira, o Ibovespa (IBOV), acumulou valorização de mais de 12%, marcando o maior desempenho mensal desde novembro de 2020 e o melhor janeiro em 20 anos.  

O desempenho foi protagonizado pela entrada de capital estrangeiro. De acordo com dados da B3, os investidores estrangeiros injetaram R$ 26,3 bilhões na bolsa brasileira, superando todo o montante de 2025 e no melhor mês desde o início de 2022.  

“A forte alta observada em janeiro foi bem recebida pelos investidores, já que o Brasil tem sido uma posição overweight (acima do neutro, equivalente à recomendação de compra) para a maioria dos fundos desde 2024–25”, escreveram os estrategistas Fernando Ferreira e equipe. 

“No entanto, percebemos que muitos investidores ficaram surpresos com a intensidade do rali recente, que parece ter sido impulsionado por fundos globais e passivos, em vez de gestores ativos de emergentes”, acrescentaram em relatório. 

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Os motivos por trás do otimismo 

Os investidores europeus seguem otimistas com o Brasil por fatores macroeconômicos tanto do país quanto do exterior, segundo os estrategistas da XP após uma rodada de conversas na semana passada.  

A expectativa de corte nos juros dos Estados Unidos pelo Federal Reserve (Fed, o Banco Central norte-americano) e a tese de desvalorização do dólar, impulsionando os mercados emergentes, são alguns dos ventos favoráveis à bolsa brasileira. Por lá, os juros estão na faixa de 3,50% a 3,75% ao ano e no último dot plot, o Fed projetou apenas um corte nas taxas

O ciclo de cortes na Selic, sinalizada pelo Banco Central na última decisão de política monetária e confirmada na ata da reunião divulgada nesta terça-feira (3), também tende a favorecer as empresas sensíveis a juros – o que é visto como positivo pelos investidores.  

A equipe de estrategistas também cita a exposição a commodities, “com muitos investidores aumentando alocação na América Latina como um todo”.  

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Os investidores ainda avaliam o mercado brasileiro com fundamentos sólidos e valuation mais barato que outros emergentes.  

Bolsa brasileira segue barata  

Os estrategistas da XP destacam que o valuation da bolsa brasileira continua atrativo apesar da forte valorização recente.  

“Embora o múltiplo de preço sobre lucro (P/L) do Brasil tenha voltado à média histórica próximo de 11x e o prêmio de risco de ações tenha caído, é importante destacar que o Brasil ainda aparece como um dos mercados mais baratos globalmente, com o maior dividend yield [rendimento de dividendo]”, destacam a equipe, em relatório.  

Eleições importam – mas nem tanto 

Os investidores europeus estão “menos preocupados” do que os investidores locais com as eleições presidenciais em outubro, na visão dos estrategistas da XP.  

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“Eles veem uma assimetria positiva no processo eleitoral.”  

Onde os gringos estão investindo?  

O setor financeiro permanece como posição central dos investidores europeus.  

“Em termos de posicionamento setorial, o setor financeiro continua sendo o principal setor dos estrangeiros — incluindo bancos, fintechs, meios de pagamento e mercado de capitais”, diz o relatório.  

Os setores mais sensíveis a juros também continuam com grande interesse, com destaque para as construtoras, infraestrutura, transportes e varejo.  

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Os estrategistas da XP ainda afirmam que não perceberam um pessimismo ou underweight entre os estrangeiros, “ao contrário do que observamos entre muitos fundos locais”. 

 

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Repórter
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter do MoneyTimes e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise politica da XP Investimentos.
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter do MoneyTimes e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise politica da XP Investimentos.
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