Giro do Mercado

IPCA-15 mostra que inflação continuará impactando as empresas, diz economista-chefe da Mirae Asset

26 nov 2024, 19:12 - atualizado em 26 nov 2024, 19:14
passagens-aereas
(Imagem: Kinwun/Getty Images/ Canva Pro)

As empresas ainda devem ser impactadas pelo aumento da inflação, segundo Marianna Costa, economista-chefe da Mirae Asset, no Giro do Mercado desta terça-feira (26). A avaliação é feita após, mais cedo, o IBGE divulgar que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) subiu 0,62% em novembro.

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“Foi uma surpresa bastante relevante: a mediana das projeções indicava uma alta de 0,49%”, afirmou Costa. Segundo a economista, embora a economia esteja em um ritmo forte, o avanço da inflação pode levar a uma queda no consumo, afetando diretamente as empresas.

“Isso deve resultar em juros mais altos, possivelmente por um período mais prolongado, o que torna o crédito mais caro”, afirmou. Ela acrescentou que esse cenário exigirá uma política monetária mais restritiva por parte do Banco Central.

  • VEJA MAIS: Tesouro IPCA+ 2045 sofre queda pior que a do Ibovespa em 2024 – hora de fugir dos títulos indexados à inflação?

Alimentação e bebidas foram o grande fator de alta do mês, mas esse impacto já era esperado pelo mercado. O grupo, que contribuiu com 0,29 ponto percentual do resultado total, refletiu a aceleração de alimentação no domicílio, que subiu 1,65%.

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A prévia da inflação acumula alta de 4,35% até novembro e de 4,77% em 12 meses. No mês passado, esses números eram de 3,71% e 4,47%, respectivamente. “Estamos com a inflação rodando acima do teto da meta”, afirmou a economista.

Costa destacou que o núcleo de serviços do IPCA tem apresentado um comportamento preocupante, com aceleração de 4,9% para 5,4%, o que reforça que a inflação está acima do teto da meta e operando em patamares elevados, superiores a 5%.

Por outro lado, a economista chamou atenção para o núcleo de serviços subjacentes, que exclui o impacto das passagens aéreas. Esse indicador mostrou uma queda de 0,59% para 0,45%, sinalizando que, ao desconsiderar o efeito das passagens aéreas, há um arrefecimento na inflação de serviços.

“Na margem, o resultado não foi de todo ruim. É um número que reflete uma realidade já observada: uma forte pressão sobre a inflação, especialmente na área de serviços”, afirmou Costa.

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Sobre o IGP-M (Índice Geral de Preços do Mercado), Costa destacou que o indicador apresentou valores negativos no início do ano, refletindo uma queda nos preços. No entanto, com uma projeção de alta de 3% neste ano e podendo alcançar 6% em 2025, o índice deve continuar pressionando os preços, especialmente de produtos sensíveis ao câmbio, como itens industriais e commodities.

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Estudante de jornalismo na FAAP, cobre Mercados.
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