Economia

IPCA-15 muda o jogo: Economistas voltam a prever corte da Selic e reduzem projeção para inflação

28 jul 2026, 15:21
Juros Selic 2
Foto: Jinda Noipho/iStock

Após a prévia da inflação de julho mostrar uma desaceleração em relação ao mês anterior, o ASA revisou seu cenário macroeconômico levando em consideração a melhor composição do IPCA-15 divulgado nesta manhã.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Para a equipe, a próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) deve contar com mais um corte de 0,25 ponto percentual na taxa de juros, ao contrário do que a projeção da casa apontava até então. Com isso, a taxa Selic deve finalizar o ano aos 14%, sendo a próxima reunião a última do ciclo de cortes iniciado em março.

“Nos últimos meses, observamos deflação de alimentos favorecida pela sazonalidade, devolução de parte do choque provocado pela alta do petróleo sobre os combustíveis e uma acomodação gradual dos núcleos de serviços (ainda elevados, mas com trajetória benigna no curto prazo)”.

Para os economistas, a decisão ocorre em um ambiente de elevada incerteza. Embora a inflação corrente tenha apresentado melhora, as expectativas de inflação de médio prazo seguem se deteriorando, especialmente para 2028, horizonte que ganharia relevância para o Banco Central a partir de agosto, mas que já foi antecipado na última reunião.

Além dos juros, o ASA também ajustou a projeção para a inflação cheia de julho, saindo de 0,12% para 0,02%. Para o fim de 2026, a projeção também foi ajustada de 5,5% para 5,0%, ainda acima da meta do Banco Central de 3%.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

“A principal razão é o comportamento mais favorável da inflação no curto prazo, com alimentos ajudados pela sazonalidade, combustíveis beneficiados pela devolução parcial do choque do petróleo e pela estratégia da Petrobras e do governo (via manutenção das subvenções para os combustíveis) de suavizar repasses ao consumidor”, explicam.

Já para 2027, mantiveram a projeção em 4,3%, e seguem monitorando os riscos para inflação, com destaque para o El Niño, que deve afetar a inflação no quarto trimestre de 2026 e no primeiro de 2027.

Projeção para o PIB também foi mantida em 2% para 2026, mas revisaram a estimativa para 2027, de 2,0% para 1,5% alegando que haverá uma ressaca dos estímulos fiscais e parafiscais observados em 2026, reduzindo o impulso à demanda em um ambiente que ainda deverá conviver com juros reais elevados e menor sustentação da política econômica ao crescimento.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Compartilhar

WhatsAppTwitterLinkedinFacebookTelegram
Jornalista formada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e pós-graduada em Economia, Finanças e Banking pela USP Esalq. Atua desde 2023 na redação do Money Times e, atualmente, cobre Macroeconomia.
Jornalista formada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e pós-graduada em Economia, Finanças e Banking pela USP Esalq. Atua desde 2023 na redação do Money Times e, atualmente, cobre Macroeconomia.

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies.

Fechar