Mercados

Ibovespa recua com risco político e blue chips, mas avança 1% na semana; dólar fecha em alta a R$ 5,12

11 set 2026, 17:36
mercado morning ibovespa wall street
((Imagem: iStock/MF3d)

O Ibovespa (IBOV) voltou ao território negativo no último pregão da semana com o risco político em foco com novas notícias do caso Master envolvendo o candidato Flávio Bolsonaro (PL).

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Nesta sexta-feira (11), o principal índice da bolsa brasileira terminou as negociações com queda de 0,56%, aos 187.206,89 pontos. Na semana, o IBOV teve saldo positivo em 1,11%.

Já o dólar à vista encerrou as negociações a R$ 5,1254, com alta de 0,44%. No acumulado da semana, a divisa teve leve desvalorização de 0,11%.

Por aqui, os investidores continuaram com as atenções concentradas no cenário eleitoral após o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, dar 24 horas para que o ministro André Mendonça retire o sigilo de todos os documentos das investigações do caso Master.

A medida gerou o receio sobre mais informações sobre o escândalo envolvendo o filme ‘Dark Horse’, atingindo o senador Flávio Bolsonaro (PL), que tem sido considerado ‘o favorito’ do mercado e numericamente à frente de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

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“O nome de Flávio estar conectado a essas investigações pode prejudicá-lo nas próximas pesquisas eleitorais e, com certeza, os desdobramentos desse caso e da crise do STF podem afetar o mercado. Já vimos o senador derreter nas pesquisas após o seu envolvimento com Vorcaro”, afirma Gabriel Magno, chefe de alocação de investimentos e sócio da AW Capital.

O mercado ainda operou à espera da pesquisa de intenção de votos à Presidência Datafolha.

Altas e quedas do Ibovespa

A ponta positiva do Ibovespa foi liderada por Minerva (BEEF3), que subiu 3,77% (R$ 4,13). A companhia estendeu os ganhos da véspera e rompeu a cotação de R$ 4 pela primeira vez desde maio.

Já a ponta negativa do índice foi encabeçada por Hapvida (HAPV3). A ação da operadora de saúde caiu 8,06% (R$ 6,73).

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As blue chips também fecharam o pregão no tom negativo. As ações da Petrobras (PETR4;PETR3) interromperam a sequência de ganhos e fecharam em queda na esteira do desempenho do petróleo. PETR3 caiu 0,22% (R$ 54,52) e PETR4 avançou 0,24% (R$ 49,00), sendo a ação mais negociada da B3.

O setor de bancos também perdeu o ritmo de ganhos: o Índice Financeiro (IFNC) teve queda de 0,44%, puxada por Banco do Brasil (BBAS3), que recuou 1,36% (R$ 22,49). Já Vale (VALE3), que detém 11% de participação do índice, teve leve baixa de 0,04% (R$ 78,20).

Vale (VALE3), Petrobras (PETR4) e bancos correspondem a 50% da carteira teórica do Ibovespa.

Na semana, SLC Agrícola (SLCE3) foi a maior alta do IBOV, enquanto Direcional (DIRR3) foi o papel com pior desempenho.

Exterior

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Os índices de Wall Street subiram com o alívio nos preços do petróleo, apesar dos dados de inflação reforçarem a aposta de alta nos juros pelo Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos) na reunião da próxima semana.

Confira o fechamento dos índices:

  • Dow Jones: +0,98%, aos 52.573,29 pontos;
  • S&P 500: +0,86%, aos 7.656,98 pontos;
  • Nasdaq: +0,96%, aos 26.333,035 pontos.

Na semana, porém, o Dow Jones registrou queda de 1,5%, o S&P 500 teve baixa de 0,70% e o Nasdaq cedeu 0,60%, diante das pressões dos rendimentos dos títulos do Tesouro dos EUA, os Treasuries, e do petróleo.

Na Europa, os mercados fecharam em alta na recuperação das perdas anteriores. O índice pan-europeu Stoxx 600 subiu 0,49%, aos 639,10 pontos.

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Na Ásia, os índices terminaram em queda: o índice Nikkei, do Japão, caiu 1,93%, aos 64.011,34 pontos, e o índice Hang Seng, de Hong Kong, teve recuo de 0,60%, aos 24.850,63 pontos.

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Repórter
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter de Mercados no Money Times e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise política da XP Investimentos.
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter de Mercados no Money Times e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise política da XP Investimentos.

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