IPCA sobe mais que o esperado em maio e acumula alta de 4,72%, acima da meta
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) desacelerou no comparativo mensal. A inflação oficial do Brasil subiu 0,58% em maio, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira (12). Em abril, o índice de preços avançou 0,67% no mês.
No acumulado dos 12 meses, a inflação subiu 4,72% — acima da meta perseguida pelo Banco Central (BC) de 3%, com uma margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos.
As estimativas do mercado mostravam um avanço de 0,55% em maio, segundo a mediana apurada pelo Broadcast. No acumulado dos 12 meses, a mediana indicava alta de 4,68%, acima dos 4,39% registrados em abril, acima do teto da meta de inflação.
Os destaques do mês
Os principais destaques de alta no mês de maio no índice ficaram por conta do grupo Alimentação e bebidas com avanço de 1,33% (e o maior impacto 0,29 p.p.). Logo em seguida, Habitação com 1,22% de variação (e 0,18 p.p. de impacto) e de Saúde e cuidados pessoais com alta de 0,90% (e 0,12 p.p.).
No grupo de Alimentação e bebidas, a alimentação no domicílio registrou variação de 1,65%, com influência das altas da batata-inglesa (44,69%), do tomate (20,62%), da cebola (16,80%), e das carnes (1,39%). No lado das quedas destacam-se o café moído (-2,38%) e as frutas (-0,70%).
Já a alimentação fora do domicílio registrou alta de 0,49% com o lanche saindo de 0,71% em abril para 0,49% em maio e a refeição de 0,54% para 0,51% no mesmo período.
No grupo Habitação, a variação de 1,22% teve influência da energia elétrica residencial que subiu 3,67% e foi o principal impacto individual no resultado do mês (0,15 p.p.)
Em Saúde e cuidados pessoais (0,90%) sobressaem as altas dos artigos de higiene pessoal (1,95%), com destaque para o perfume (4,42%), e do plano de saúde, com variação de 0,50%.
Do lado da desaceleração, o grupo de Transportes registrou -0,46%, em razão, da queda nos combustíveis (-1,95%), com o etanol saindo de 0,62% em abril para -6,20% em maio, o óleo diesel de 4,46% para -2,34% e a gasolina, subitem com o maior impacto negativo no resultado do mês (-0,08 p.p.), de 1,86% para -1,46%. Já o gás veicular fez o movimento inverso, com alta de 5,81% em maio após o recuo de 1,24% em abril.
Ainda em Transportes, o subitem passagem aérea variou 3,20%, ante a queda de 14,45% registrada em abril.
| Grupo | Variação (%) Abril | Variação (%) Maio | Impacto (p.p.) Abril | Impacto (p.p.) Maio |
|---|---|---|---|---|
| Índice Geral | 0,67 | 0,58 | 0,67 | 0,58 |
| Alimentação e bebidas | 1,34 | 1,33 | 0,29 | 0,29 |
| Habitação | 0,63 | 1,22 | 0,10 | 0,18 |
| Artigos de residência | 0,65 | 0,08 | 0,02 | 0,00 |
| Vestuário | 0,52 | 0,62 | 0,02 | 0,03 |
| Transportes | 0,06 | -0,46 | 0,01 | -0,09 |
| Saúde e cuidados pessoais | 1,16 | 0,90 | 0,16 | 0,12 |
| Despesas pessoais | 0,35 | 0,41 | 0,04 | 0,04 |
| Educação | 0,06 | 0,00 | 0,00 | 0,00 |
| Comunicação | 0,57 | 0,23 | 0,03 | 0,01 |
Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Índices de Preços