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Por que JBS (JBSS32) e MBRF (MBRF3) disparam nesta segunda (27)?

27 jul 2026, 14:52
frigoríficos jbss3 brfs3 mrfg3 mbrf jbs
(iStock.com/Erich Sacco)

As ações da JBS (JBSS32) e da MBRF (MBRF3) figuram entre as maiores altas da Bolsa nesta segunda-feira (27), impulsionadas pela decisão dos Estados Unidos de iniciar a reabertura da fronteira para importações de gado do México, uma medida vista como positiva para aliviar, ainda que parcialmente, a escassez de animais no mercado americano.

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Por volta das 14h27, o BDR da JBS avançavam 10,96%, enquanto a MBRF subia 5,12%. No mesmo horário, Minerva subia 2,63%.

O movimento ocorre após o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) anunciar que retomará gradualmente as importações de gado mexicano, começando pelo porto de Douglas, no Arizona, a partir de 24 de agosto. A fronteira estava fechada desde maio de 2025, quando houve a disseminação da bicheira-do-Novo-Mundo no México.



Na avaliação do Bradesco BBI, a decisão representa uma melhora na percepção do risco sanitário, após o reforço da vigilância e da capacidade de controle da doença. Ainda assim, a reabertura seguirá condicionada ao cumprimento de metas sanitárias pelo México e poderá ser revertida caso os riscos aumentem.

Por que a notícia é positiva para JBS e Marfrig?

Segundo o BBI, qualquer aumento na oferta de gado é bem-vindo para a indústria frigorífica dos Estados Unidos, que atravessa um dos momentos mais apertados dos últimos anos, com margens historicamente baixas devido à escassez de animais para abate.

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Historicamente, o México exportava cerca de 1,2 milhão de cabeças de gado por ano para os EUA, o equivalente a aproximadamente 4% do volume total abatido no país.

O banco pondera que ainda é cedo para esperar uma melhora significativa nos resultados das empresas.



Isso porque apenas o porto de Douglas será reaberto inicialmente. Historicamente, ele respondia por cerca de 15% das importações de gado mexicano, enquanto os terminais de Santa Teresa e Columbus, ambos no Novo México e responsáveis por cerca de 52% do fluxo histórico, ainda não têm data para retomar as operações.

Além disso, boa parte dos animais importados do México são bezerros destinados à recria e ao confinamento, e não bovinos prontos para o abate. Com isso, o impacto mais relevante sobre a oferta de carne deve aparecer apenas nos próximos meses.

JBS pode sair na frente

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Na visão do Bradesco BBI, a JBS tende a ser a primeira beneficiada pela medida devido à sua maior exposição operacional no Arizona, onde ocorrerá a primeira etapa da reabertura.

Já um benefício mais expressivo tanto para a JBS quanto para a Marfrig dependerá da retomada das operações nos portos de Santa Teresa e Columbus, que concentram a maior parte das importações históricas de gado mexicano.

Mesmo em um cenário de normalização completa das importações, o banco estima que a utilização da capacidade dos confinamentos americanos subiria para cerca de 84%, patamar ainda inferior aos níveis historicamente considerados confortáveis.

Na prática, a reabertura ajuda a reduzir parte da pressão sobre a cadeia de abastecimento dos frigoríficos, mas está longe de resolver o problema estrutural da falta de gado nos Estados Unidos, que continua sendo agravado pela retenção de matrizes pelos pecuaristas para reconstrução do rebanho.

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Repórter
Formado em Jornalismo pela Universidade São Judas Tadeu, atua como repórter no Money Times desde março de 2023. Antes disso, trabalhou por mais de três anos no Canal Rural. Em 2024 e 2025, integrou a lista dos 100 jornalistas + Admirados da Imprensa do Agronegócio e, em 2026, alcançou o Top 50 da premiação.
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Formado em Jornalismo pela Universidade São Judas Tadeu, atua como repórter no Money Times desde março de 2023. Antes disso, trabalhou por mais de três anos no Canal Rural. Em 2024 e 2025, integrou a lista dos 100 jornalistas + Admirados da Imprensa do Agronegócio e, em 2026, alcançou o Top 50 da premiação.
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