IPCA deve fechar 2025 dentro da meta do Banco Central; veja o que esperar
A inflação brasileira deve acelerar para 0,33% em dezembro e encerrar 2025 em 4,27%, dentro do intervalo de tolerância da meta do Banco Central — de 3% com margem de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ao menos é isso o que indica a mediana das projeções coletadas pelo Broadcast.
O dado oficial do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) será divulgado na sexta-feira (9), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), às 9h (horário de Brasília).
De acordo com a Monte Bravo — que projeta alta mensal de 0,40% –, o IPCA deve sofrer com a pressão sazonal de alimentos, a reversão da deflação de bens com a saída dos descontos da Black Friday e o aumento de passagens aéreas e do preço da gasolina.
Por outro lado, o economista-chefe da casa, Luciano Costa, diz que o acionamento da bandeira amarela em dezembro pode aliviar as contas de energia elétrica, compensando parte das pressões altistas.
Já os núcleos de inflação devem ficar pressionados na margem. “A média das leituras subjacentes deve desacelerar de 0,23% em novembro para 0,50% em dezembro”, afirma.
Em termos anuais, no entanto, a expectativa é de que os núcleos desacelerem, passando de 4,7% para 4,6% no mesmo período.
No setor de serviços, o núcleo deve registrar alta de 0,56% no mês, sustentado por seguro de veículos, serviços de lazer e alimentação fora do domicílio. O indicador tende a permanecer em nível elevado, com leve desaceleração no acumulado em 12 meses, de 6,0% para 5,9% até dezembro.
“O resultado do IPCA de dezembro deverá manter um quadro benigno para a inflação,* com os núcleos, serviços e bens desacelerando em 12 meses”, diz Costa.
“Confirmando-se a projeção para o IPCA de dezembro, o IPCA deverá encerrar 2025 ficando abaixo do teto da meta.”