Giro do Mercado

IPCA veio alto, mas mercado está de olho em outro fator, segundo analista da Empiricus

09 out 2026, 12:58
Inflação - ipca - juros - selic
Imagem: (alexsl / iStock)

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira (9), apresentou alta no comparativo mensal. Apesar disso, o Ibovespa opera em alta de cerca de 1,5% no dia.

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Para Laís Costa, analista da Empiricus Research, há um motivo claro para isso: as eleições de 2026. Com o resultado inesperado do primeiro turno, em que Flávio Bolsonaro (PL) teve liderança, o foco do mercado é a política fiscal que está por vir.

Com o novo cenário, Costa acredita que a curva de juros apresenta a possibilidade de corte da Selic de 0,25% nas próximas duas reuniões deste ano, além de cortes até ao menos agosto do ano que vem.

Antes dessa perspectiva, a projeção era que houvesse apenas mais um corte em novembro.

“IPCA é muito importante, mas o real problema do Brasil é a curva de juros”, afirmou a analista em entrevista ao Giro do Mercado, programa do Money Times no Youtube.

IPCA teve inflexão confirmada

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Costa comentou como, no mês anterior, já desconfiava de um ponto de inflexão. Neste mês, a hipótese foi confirmada.

No acumulado dos 12 meses, a inflação subiu 4,58%. O número ficou acima do teto da meta perseguida pelo Banco Central (BC), que é de 3%, com uma margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos.

O principal impacto no índice foi a energia elétrica residencial, que saltou 7,98%. Essa alta, porém, já era esperada devido ao Bônus de Itaipu.

Na visão da analista, o que realmente surpreendeu para cima foi a gasolina, em especial, em São Paulo e no Sul. Os combustíveis, no conjunto, tiveram aumento de 1,41%. Costa explica que a surpresa foi por não haver nenhuma coleta indicando essa alta.

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Na ponta da surpresa para baixo, o destaque foi Automóveis, que veio mais deflacionado pela entrada “avassaladora” dos carros chineses.

Câmbio pode impactar no curto prazo? Inflação vai voltar para meta?

Com o dólar em queda e o real em alta, Costa acredita que alguns itens mais sensíveis, como a parte de importação podem sentir algum impacto no curto prazo.

Além disso, a analista mantém projeção para 5,3% para o final deste ano. Em sua perspectiva, a inflação voltará para meta apenas em 2028.

“No curto prazo, mais importante do que a gente estar dentro do intervalo da meta, é existir o direcionamento de política fiscal”, afirmou.

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Assista à entrevista na íntegra:

*Sob supervisão de Renan Dantas

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Jornalista em formação pela Faculdade Cásper Líbero. Atualmente, estagia como redatora de notícias no Money Times e no Seu Dinheiro. Antes, trabalhou no site da Empiricus, onde cobriu empresas e investimentos.
Jornalista em formação pela Faculdade Cásper Líbero. Atualmente, estagia como redatora de notícias no Money Times e no Seu Dinheiro. Antes, trabalhou no site da Empiricus, onde cobriu empresas e investimentos.

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