IPO avalia Shein em US$ 26,5 bilhões, dizem fontes
A Shein, varejista online de fast-fashion, deve fixar o preço de sua oferta pública inicial (IPO) em Hong Kong próximo ao ponto médio da faixa divulgada, levantando US$ 1,7 bilhão e avaliando a empresa em cerca de US$ 26,5 bilhões, segundo duas fontes a par do assunto.
A empresa deve fixar o preço da oferta em 48,56 dólares de Hong Kong por ação, próximo ao ponto médio da variação de 47,60 a 49,50 dólares de Hong Kong, disseram as fontes, arrecadando cerca de 13,6 bilhões de dólares de Hong Kong (US$ 1,73 bilhão).
A Shein não comentou o assunto.
A avaliação confirma uma reportagem da Reuters da semana passada de que a oferta pública inicial (IPO) da Shein estava prevista para avaliar a empresa em cerca de um quarto de seu pico no mercado privado, de quase US$100 bilhões, em 2022, e bem abaixo dos US$ 66 bilhões avaliados em uma rodada de captação de recursos de 2023.
A Shein, com sede em Cingapura e fundada na China, lançou a oferta pública inicial (IPO) em Hong Kong na segunda-feira. O livro de subscrição da oferta foi totalmente coberto, informou a Reuters na terça-feira.
As taxas de subscrição de investidores institucionais e de varejo para a oferta pública inicial da Shein serão divulgadas na segunda-feira, um dia antes do início das negociações das ações na Bolsa de Valores de Hong Kong.
No entanto, a demanda dos investidores de varejo pelas ações da Shein não foi excessivamente forte, afirmou Alvin Cheung, diretor associado da corretora de valores de Hong Kong Prudential Brokerage.
Cheung disse que o entusiasmo por novas listagens enfraqueceu em Hong Kong após uma correção no mercado asiático em julho, enquanto as perspectivas de crescimento da Shein estão sendo questionadas por investidores e analistas em meio ao aumento dos custos e à crescente concorrência online.
Cheung disse que os investidores pensaram: “A Shein não abriu capital em Hong Kong quando estava no auge; por que deveríamos comprá-las agora [que o crescimento está em declínio]?”
O IPO vem após tentativas nos últimos quatro anos de abrir capital em Nova York e Londres. A Shein, conhecida por vender vestidos de US$ 5 e jeans de US$ 10 em cerca de 160 países, enfrentou desafios regulatórios e pressões comerciais em seus principais mercados nos Estados Unidos e na Europa.
Investidores-âncora, liderados pelos acionistas atuais Boyu Capital, Tiger Global e General Atlantic, subscreveram cerca de US$ 383 milhões em ações, segundo o prospecto da empresa. Tencent, Greenwoods, Taikang Life e UBS Asset Management também comprarão ações.
A Shein informou que utilizará cerca de 80% dos recursos arrecadados para aprimorar tecnologia e expandir marca e alcance global.
A Shein enfrenta crescimento mais lento de receita, lucro mais fraco e margens em declínio, o que agrava as preocupações com custos mais elevados, regulamentação mais rígida e concorrência.
A empresa espera que o crescimento da receita no primeiro semestre corresponda, em linhas gerais, aos 1,1% registrados no primeiro trimestre, enquanto sua margem operacional deve cair ligeiramente.
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