Internacional

Irã rejeita plano dos EUA e diz que fim da guerra não será definido por Trump

25 mar 2026, 17:21 - atualizado em 25 mar 2026, 17:21
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(Imagem: Reuters/Kevin Lamarque)

O Irã rejeitou nesta quarta-feira, 25, o plano proposto pelos Estados Unidos para suspender a guerra no Oriente Médio e afirmou que o fim do conflito não será definido pelo presidente norte-americano, Donald Trump.

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A informação foi confirmada pela emissora estatal iraniana em língua inglesa Press TV, que citou uma fonte não identificada do governo iraniano.

“O Irã reagiu negativamente à proposta dos EUA”, disse a Press TV. “A guerra terminará quando o Irã decidir que ela terminará, e não quando Trump decidir que terminará”, acrescentou.

O Irã não divulgou nenhum posicionamento oficial até o momento. O ministro das Relações Exteriores do país, Abbas Araqchi, também não comentou o assunto.

A Press TV informou ainda que o Irã estabeleceu cinco condições para o fim da guerra, que incluem:

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O fim da “agressão e dos assassinatos” contra o Irã e seus líderes;

A implementação de um mecanismo robusto que garanta ao Irã que os EUA e Israel não retomarão a guerra;

A indenização pelos danos causados;

O cessar das hostilidades em todas as frentes regionais e contra todos os “grupos de resistência”, em referência a grupos como o Hezbollah;

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E o reconhecimento internacional e garantias dos direitos soberanos do Irã sobre o Estreito de Ormuz.

Outras agências de notícias estatais iranianas, como a Mehr e a Tasnim, também divulgaram as informações da Press TV.

As exigências do Irã, no entanto, são contrárias a parte do plano de 15 pontos desenhado por Washington e apresentado ao Irã pelo Paquistão. Segundo dois funcionários paquistaneses, que falaram sob condição de anonimato, a proposta abordava o alívio das sanções contra Teerã, a redução do programa nuclear iraniano, a definição de um limite para mísseis e a reabertura do Estreito de Ormuz.

Um funcionário egípcio que participou das negociações afirmou, sob condição de anonimato, que o plano também inclui restrições ao apoio do Irã a grupos armados – o que Teerã sinalizou não aceitar, segundo informações divulgadas pela Press TV.

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Um encontro presencial entre negociadores dos EUA e do Irã pode ocorrer na sexta-feira, 27, no Paquistão, de acordo com autoridades egípcias e paquistanesas. Entre os envolvidos nas negociações estão o enviado especial dos EUA, Steve Witkoff, o genro de Trump, Jared Kushner, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, e o vice-presidente dos EUA, J.D. Vance.

Em meio às negociações, Israel e Irã trocaram novos ataques. As Forças de Defesa de Israel (IDF) afirmaram que bombardearam Teerã e Isfahan na tarde desta quarta, enquanto sirenes de alerta de mísseis foram ouvidas em vários pontos de Israel devido a ataques conjuntos do Irã e do Hezbollah.

O Irã também manteve a pressão sobre os vizinhos do Golfo Pérsico. O Ministério da Defesa da Arábia Saudita afirmou ter destruído pelo menos oito drones em uma de suas províncias. No Bahrein, sirenes de alerta de mísseis soaram em diversos locais. Já o Kuwait afirmou ter abatido vários drones, mas disse que um deles atingiu um tanque de combustível no Aeroporto Internacional do Kuwait.

A Marinha do Irã afirmou ainda ter lançado mísseis de cruzeiro contra o porta-aviões americano Abraham Lincoln e advertiu que novos ataques desse tipo podem ocorrer.

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Os EUA pretendem reforçar suas tropas no Oriente Médio, com o envio de pelo menos mil soldados da 82ª Divisão Aerotransportada nos próximos dias. A informação foi confirmada por três fontes familiarizadas com o assunto, sob condição de anonimato.

Os paraquedistas são treinados para saltar em áreas hostis ou disputadas para garantir territórios e aeródromos importantes. O Pentágono também planeja o envio de cerca de cinco mil fuzileiros navais adicionais e milhares de marinheiros.

*Com informações de agências internacionais.

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A Reuters é uma das mais importantes e respeitadas agências de notícias do mundo. Fundada em 1851, no Reino Unido, por Paul Reuter. Com o tempo, expandiu sua cobertura para notícias gerais, políticas, econômicas e internacionais.
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