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Itaú BBA mantém aposta em BDR com potencial de valorização de 28%

19 ago 2026, 11:17
Aura Minerals
(Imagem: Aura Minerals/Youtube)

A Aura Minerals (AURA33) segue como uma das principais apostas do Itaú BBA no setor de mineração, mesmo após um primeiro semestre abaixo das expectativas.

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Em relatório após reunião com o CEO Rodrigo Barbosa e a diretora de RI, Natasha Utescher, o banco manteve recomendação de outperform (compra) para as ações e elevou o preço-alvo para o fim de 2027 para US$ 98 por ação da AUGO e R$ 169 por BDR da AURA33.

A nova estimativa representa um potencial de valorização de cerca de 29%, segundo o banco. Apesar de ter reduzido as projeções de produção para 2026 e adotado uma visão mais conservadora para o preço do ouro no curto prazo, o BBA segue otimista com a capacidade da companhia de entregar crescimento e ganhos operacionais nos próximos anos.

Recuperação operacional no radar

Para os analistas, o principal gatilho para as ações da Aura será a recuperação operacional esperada para o segundo semestre de 2026, especialmente após resultados mais fracos em minas como MSG e Apoena.

No caso da MSG, a companhia priorizou investimentos em desenvolvimento subterrâneo, renovação de frota e melhorias de infraestrutura, o que pressionou temporariamente volumes, teor de minério e custos. Já em Apoena, a exploração de áreas com menor teor durante o desenvolvimento da cava Nosde também afetou a produção.

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“Estamos mais otimistas com o desempenho do segundo semestre”, afirmam os analistas. A expectativa é de melhora sequencial em MSG, Apoena e Borborema, além de maior processamento em Almas e contribuição relevante de Aranzazu, beneficiada pelos preços elevados do cobre.

O BBA projeta produção de 364 mil onças equivalentes de ouro (koz) em 2026, avançando para 420 mil koz em 2027 e 497 mil koz em 2028.

Ouro perde força, mas cenário segue favorável

O banco também revisou para baixo suas estimativas para o preço do ouro entre 2026 e 2028. A projeção passou para US$ 4.400 por onça em cada um desses anos, ante estimativas anteriores entre US$ 4.500 e US$ 5.000.

A mudança reflete a recente correção da commodity, influenciada por juros reais mais altos nos Estados Unidos, fortalecimento do dólar e menor apetite dos investidores.

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Ainda assim, o Itaú BBA mantém visão positiva para o médio e longo prazo. Segundo os analistas, fatores como compras contínuas de ouro por bancos centrais, diversificação de reservas internacionais, preocupações fiscais e riscos geopolíticos continuam sustentando os preços em patamares historicamente elevados.

Valuation ainda atrativo

Mesmo após a valorização recente dos papéis, o banco avalia que a Aura continua negociando a níveis atrativos em comparação aos pares globais.

A instituição destaca que a mineradora combina crescimento relevante de produção, retornos elevados sobre o capital investido, balanço desalavancado e potencial de remuneração aos acionistas.

A projeção é que o lucro operacional medido pelo EBITDA alcance US$ 959 milhões em 2026, subindo para US$ 1,16 bilhão em 2027 e US$ 1,45 bilhão em 2028.

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“O pacote de crescimento continua atrativo, mas a execução passa a ser o principal fator para destravar valor”, diz o relatório. Na visão do Itaú BBA, caso a Aura consiga cumprir as metas de expansão e recuperação operacional, as ações podem reduzir o desconto em relação às grandes mineradoras do setor.

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Coordenadora de redação
Formada em Jornalismo pela PUC-SP, tem especialização em Jornalismo Internacional. Atua como coordenadora de redação no Money Times e já trabalhou nas redações do InfoMoney, Você S/A, Você RH, Olhar Digital e Editora Trip.
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