Itaú BBA rebaixa Klabin (KLBN11) e eleva preço-alvo para Suzano (SUZB3), vendo ação como a melhor opção no setor; entenda
O Itaú BBA atualizou suas estimativas para o setor de papel e celulose após os resultados do 4T25 e decidiu rebaixar a recomendação da Klabin (KLBN11) para market perform (neutro), com novo preço-alvo de R$ 23 (ante R$ 21).
Por outro lado, a casa elevou o preço-alvo da Suzano (SUZB3) de R$ 58 para R$ 70, reforçando compra e vendo a companhia como a principal escolha para capturar uma eventual melhora nos preços da celulose.
Os analistas avaliam que, mesmo após a forte valorização recente das ações, a Suzano ainda negocia a múltiplos atrativos — cerca de 5,9 vezes EV/Ebitda projetado para 2026.
O banco manteve praticamente inalterada sua estimativa de Ebitda para o ano, em R$ 24,7 bilhões, e vê assimetria positiva para os preços da celulose, com oferta mais restrita no curto prazo e demanda resiliente.
Já para a Klabin, o potencial de valorização estimado é de apenas 10%, o que levou ao rebaixamento da recomendação. O banco projeta Ebitda de R$ 7,95 bilhões em 2026 — 4% abaixo do consenso — e destaca que o papel negocia a 7,4 vezes EV/EBITDA, patamar considerado justo.
Para o Itaú BBA, embora a Klabin siga sólida operacionalmente, o valuation já engloba boa parte das expectativas, tornando a Suzano a alternativa mais interessante no setor.
Vale reforçar que BTG Pactual, XP Investimentos e Genial Investimentos viram os números do 4T25 para Suzano como positivos e também recomendam compra para a ação. O Santander e o BB Investimentos ainda mantém compra para Klabin.