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Itaú BBA reduz preço-alvo da TIM (TIMS3) para R$ 23 e revisa lucro para baixo até 2027

04 ago 2026, 16:13
TIM Brasil
(Imagem: Shopping Ribeirão Preto)

O Itaú BBA reduziu o preço-alvo das ações da TIM (TIMS3) para R$ 23 ao fim de 2027, ante R$ 30 projetados anteriormente para o fim de 2026, e manteve a recomendação Market Perform (equivalente a neutra). A nova projeção indica potencial de valorização de 19% sobre o preço de R$ 19,28 considerado no relatório.

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A revisão incorpora estimativas mais conservadoras para a receita de serviços móveis (MSR) no longo prazo, diante da deterioração do ambiente competitivo. O banco também vê uma perspectiva menos favorável para a dinâmica competitiva e para o crescimento da MSR no segundo semestre de 2026.

Os analistas atualizaram o modelo após os resultados do segundo trimestre de 2026, considerando ainda o novo cenário macroeconômico e o custo de capital revisado. Apesar de destacar que o dividend yield de cerca de 12% começa a chamar a atenção, o banco afirma que prefere aguardar pontos de entrada mais atrativos para a ação.

Lucro é reduzido após resultados do semestre

A principal mudança nas projeções ocorreu no lucro líquido. O Itaú BBA cortou sua estimativa para 2026 em 8,2%, de R$ 4,7 bilhões para R$ 4,3 bilhões. Para 2027, a projeção recuou 5,5%, para R$ 5,1 bilhões.

Segundo o relatório, a revisão para 2026 reflete uma expectativa mais fraca para a alíquota efetiva de impostos, após os resultados do primeiro semestre. Já a redução da estimativa para 2027 decorre, principalmente, de uma perspectiva menos favorável para o resultado financeiro da companhia.

Receita permanece praticamente inalterada

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As projeções de receita líquida sofreram poucas alterações. O banco continua projetando receita de R$ 28,1 bilhões em 2026 e R$ 29,3 bilhões em 2027. Em relação ao modelo anterior, as estimativas foram ajustadas em alta de 0,3% para 2026 e em queda de 0,3% para 2027.

O Itaú BBA passou a adotar uma visão mais cautelosa para a receita de serviços móveis após identificar uma deterioração marginal do ambiente competitivo no primeiro semestre de 2026. Por outro lado, incorporou ao modelo o desempenho acima do esperado das receitas fixas, impulsionado sobretudo pela incorporação da V8.

Ebitda recua com pressão de custos

O banco também revisou para baixo suas estimativas de rentabilidade. A projeção de Ebitda ajustado passou para R$ 14,5 bilhões em 2026 e R$ 15,5 bilhões em 2027, o que representa reduções de 1% e 2,3%, respectivamente, frente aos cálculos anteriores.

A margem Ebitda estimada caiu para 51,8% em 2026 e 52,8% em 2027, revisões negativas de 70 pontos-base e 100 pontos-base. De acordo com os analistas, o ajuste foi motivado por despesas de rede e interconexão acima do esperado, além de maiores gastos com inadimplência.

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Mesmo após a revisão, o Itaú BBA projeta crescimento nominal de 7% no Ebitda em 2026, para R$ 14,5 bilhões, patamar que se encontra na faixa intermediária do guidance divulgado pela operadora.

*Sob supervisão de Vitor Azevedo

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Estagiário no Money Times e estudante de Jornalismo na Faculdade Cásper Líbero. Foi trainee e repórter freelancer na Folha de S.Paulo.
Estagiário no Money Times e estudante de Jornalismo na Faculdade Cásper Líbero. Foi trainee e repórter freelancer na Folha de S.Paulo.

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