Itaúsa (ITSA4): O fator que pode liberar mais dividendos após maior pagamento da história, segundo CEO
A Itaúsa (ITSA4) encerrou 2025 com o maior patamar de pagamentos de proventos da história. Ao todo, a companhia, queridinha entre investidores de dividendos, pagou R$ 11,8 bilhões, crescimento de 24% em relação ao ano anterior, que leva a um payout de 76% e a um dividend yield na casa de 14,7%.
O número, porém, em parte foi inflado pelo pagamento antecipado de dividendos devido à tributação de dividendos aprovado pelo Congresso no ano passado. Mesmo assim, a empresa destaca que o dividend yield ficaria na casa de 9,5%, “dividend yield muito atrativo — o terceiro maior da B3 nesse período”.
Mas se o mercado pensa que esse alta acabou, pode estar engado. Alfredo Setubal, CEO da Itaúsa, diz que a companhia está redonda. Ou seja, bem posicionada em termos de resultados e fluxo de caixa.
Somado a isso, a companhia calcula uma economia de R$ 850 milhões com despesa tributárias após a reforma tributária colocar fim à ineficiência de tributos.”Estamos falando de algo próximo de R$ 250 milhões por ano”.
“Isso indica que, possivelmente, não precisaremos fazer nenhuma chamada de capital para fazer frente a essa amortização — o próprio fluxo de caixa da companhia já será suficiente. E, se os juros caírem, como é a nossa expectativa, ainda deve sobrar recurso”, diz o CEO.
E aí que está com o pulo do gato. Esse dinheiro poderá ser investido em novos projetos, caso a economia ajude, ou ser distribuído aos acionistas na forma de dividendos adicionais.
“Normalmente, distribuímos o que recebemos do Itaú Unibanco (ITUB4), mas, dependendo do cenário, podemos fazer distribuições adicionais”.
Na última quarta-feira, anunciou um lucro líquido recorrente de R$ 4,45 bilhões no quarto trimestre de 2025, alta de 21% sobre o desempenho de um ano antes. Junto com o lucro, aprovou o pagamento de R$ 1,3 bilhão em juros sobre o capital próprio, mostra documento enviado ao mercado nesta segunda-feira (16).
Para o Safra, os resultados foram neutros. Ainda segundo os analistas, o Itaúsa deve continuar a aumentar seu lucro líquido mais rapidamente do que o Itaú.
“Em nossa opinião, a tese para a continuação da redução do desconto de holding continua a se beneficiar de dois catalisadores positivos: a estrutura de classes de ações de sua posição na Aegea e a reforma tributária em 2027”.