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JBS (JBSS32): Bank of America vê ‘carry’ atrativo e mantém compra com yield de quase 8% até 2030

30 mar 2026, 14:54 - atualizado em 30 mar 2026, 14:54
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(Foto: Divulgação JBS)

A JBS (JBSS32) segue como uma tese atrativa de geração de caixa, mesmo diante de um cenário mais desafiador para margens no curto prazo, na avaliação do Bank of America.

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O banco reiterou recomendação de compra para os papéis da companhia, com preço-alvo de US$ 21 para a ação listada na NYSE, destacando que o anúncio recente de dividendos reforça o perfil de “carry” — ou seja, retorno consistente ao acionista via distribuição de caixa. A estimativa é de um dividend yield médio de 7,7% entre 2026 e 2030.

As ações da companhia avançaram após os resultados do quarto trimestre de 2025, impulsionadas pelo anúncio de um dividendo de US$ 1 por ação, com pagamento previsto para junho de 2026.

Apesar da visão construtiva, o BofA reconhece que o momento operacional é mais fraco. As margens da divisão de carne bovina nos Estados Unidos devem seguir pressionadas, refletindo a oferta restrita de gado, com expectativa de níveis próximos ao zero — ou até levemente negativos — entre 2026 e 2027. Uma recuperação mais consistente é esperada apenas a partir de 2028.

No segmento de frango, que inclui operações relevantes da Seara e da Pilgrim’s Pride, o banco projeta normalização das margens a partir de 2026, após um ciclo mais forte entre 2024 e 2025. O movimento deve ser influenciado pelo aumento da oferta global de proteínas e pelos custos de ração, especialmente o milho, que tendem a permanecer pressionados.

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Para 2026, a projeção é de contração de cerca de 250 pontos-base nas margens da Seara e de 190 pontos-base na Pilgrim’s, embora a diversificação geográfica e a maior exposição a produtos processados ajudem a mitigar os impactos.

Mesmo em um cenário mais adverso, o banco avalia que a estrutura de capital da JBS permanece resiliente. Em uma simulação de estresse, com margens no piso nas principais divisões, o impacto negativo no Ebitda poderia chegar a US$ 900 milhões, elevando a alavancagem para cerca de 3,4 vezes dívida líquida/Ebitda— ainda assim, em um nível considerado administrável.

Com investimentos estimados em US$ 2,4 bilhões em 2026, incluindo expansão, o BofA destaca que a companhia mantém disciplina financeira e foco na preservação do grau de investimento.

Assim, mesmo com a pressão de curto prazo sobre os resultados, o banco entende que a combinação entre forte geração de caixa, distribuição de dividendos e balanço sólido sustenta a recomendação positiva para a empresa.

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JBS USA prepara emissão de até US$ 1,5 bilhão em bonds com vencimentos longos

A JBS USA Foods Group Holdings anunciou ao mercado internacional uma nova emissão de títulos de dívida (bonds), com vencimentos em 2037 e 2057, segundo informações do Broadcast.

A operação pode movimentar até US$ 1,5 bilhão, sendo cerca de US$ 1 bilhão em papéis com prazo de 11 anos (2037) e outros US$ 500 milhões em títulos com vencimento em 31 anos (2057).

De acordo com as fontes, a companhia indicou prêmios de retorno de 160 pontos-base acima dos títulos do Tesouro americano (Treasuries) para os bonds de 2037 e de 185 pontos-base para os papéis de 2057.

Os recursos captados devem ser destinados principalmente à recompra de dívidas existentes no mercado. Eventual saldo remanescente poderá ser direcionado para fins corporativos gerais.

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Repórter
Formado em Jornalismo pela Universidade São Judas Tadeu. Atua como repórter no Money Times desde março de 2023. Antes disso, trabalhou por pouco mais de 3 anos no Canal Rural. Em 2024 e 2025, ficou entre os 100 jornalistas + Admirados da Imprensa do Agronegócio.
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