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JHSF (JHSF3) entra em ‘nova fase’ e pode subir até 40% na bolsa, diz BBI; veja preço-alvo

18 jun 2026, 11:50 - atualizado em 18 jun 2026, 11:50
JHSF
JHSF (JHSF3) entra em 'nova fase' e pode subir até 40% na bolsa, diz BBI; veja preço-alvo (Imagem: JHSF/Divulgação)

O Bradesco BBI reiterou a recomendação de compra para a JHSF (JHSF3), holding voltada a negócios de luxo, e elevou o preço-alvo das ações ao final de 2026, de R$ 10 para R$ 15, destacando, em relatório, que a companhia entrou em uma nova fase de sua trajetória, com maior foco em ativos geradores de renda.

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Com o papel cotado a R$ 10,81, às 11h (horário de Brasília) desta quinta-feira (18), o novo valor representa um potencial de valorização (upside) de aproximadamente 40%. Acompanhe o movimento em tempo real.



Alavancagem menor

Segundo o BBI, a revisão reflete uma mudança estrutural relevante no perfil financeiro e operacional da empresa, impulsionada pela venda, em dezembro de 2025, de R$ 5,2 bilhões em estoques residenciais para o JHSF Capital Desenvolvimento (JCDI11), fundo imobiliário estruturado e gerido pela própria JHSF Capital, gestora da holding.

Na visão do banco, a operação reduziu significativamente a alavancagem da companhia e isolou os riscos ligados ao negócio de incorporação imobiliária pelos próximos 4 a 6 anos.

“A principal inflexão da tese está na consolidação da transição de um modelo baseado em desenvolvimento imobiliário para uma plataforma de renda recorrente, com maior previsibilidade, melhor conversão de caixa e menor percepção de risco “, destacou a casa.

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Menos incorporação, mais renda

Na prática, o Bradesco BBI passou a avaliar a JHSF com uma tese semelhante à utilizada para empresas focadas em geração de renda, aproximando-a das companhias do setor de shoppings.

De acordo com o relatório, do preço-alvo de R$ 15 por ação, cerca de R$ 12 são atribuídos justamente aos ativos de renda recorrente da holding, incluindo hotéis e restaurantes da marca Fasano, aeroporto, operações de locação e clubes.

Já os outros R$ 3 refletem o potencial de monetização do banco de terrenos da empresa, que possui capacidade estimada de vendas de aproximadamente R$ 30 bilhões no longo prazo.

“Incorporamos a JHSF ao nosso modelo de valuation de ativos de renda, alinhando a companhia aos pares de shoppings, com negociação próxima de 8 vezes o múltiplo P/FFO estimado para 2027, ou 7,3 vezes excluindo dividendos, em linha com o setor”, disse o BBI.

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A avaliação da casa é de que a geração de caixa da holding deverá ficar cada vez mais concentrada em negócios recorrentes, com expansão operacional entre 2026 e 2028.

Entre os vetores de crescimento citados, estão a ampliação da área locável dos shoppings, o avanço das locações residenciais, a expansão do Aeroporto Catarina e o aumento da plataforma Fasano no Brasil e no exterior.

Nesse contexto, o relatório projeta uma dinâmica equilibrada entre ciclo de investimentos (capex), com desembolsos anuais entre R$ 500 milhões e R$ 600 milhões no período, distribuição de proventos e manutenção de uma estrutura de capital saudável, partindo de uma posição líquida de caixa.

“Esse movimento [concentração em negócios recorrentes], iniciado nos últimos anos, pressionou a alavancagem e aumentou a complexidade operacional da JHSF, mas foi acompanhado por uma gestão de balanço, incluindo reciclagem de ativos e captação de dívida a custos mais baixos, culminando na transação estruturante com o JCDI11”, explicou o BBI.

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O banco também afirma que o mercado ainda atribui riscos excessivos à operação envolvendo o fundo imobiliário próprio do grupo. Segundo a casa, embora existam, sim, incertezas relacionadas ao custo final das obras e à velocidade de venda dos imóveis, o desenho da transação limita eventuais impactos negativos, ao mesmo tempo em que preserva potencial de valorização adicional.

Dividendos e desconto patrimonial

Além disso, na avaliação do Bradesco BBI, as ações da JHSF continuam negociando com desconto relevante, na ordem de 46%, em relação ao valor patrimonial da holding.

O relatório aponta também que o papel oferece um dividend yield recorrente em torno de 7% e uma taxa interna de retorno (TIR) real implícita de aproximadamente 12,5%, incluindo o ciclo completo de desenvolvimento.

“O banco de terrenos robusto permanece como uma alavanca adicional de valor no longo prazo, reforçando nossa visão de que a companhia deve ser progressivamente reprecificada como uma plataforma integrada de ativos de renda de alta qualidade.”

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Jornalista formado e com MBA em Planejamento Financeiro e Análise de Investimentos. Passou pelas redações da TV Band, UOL, Suno Notícias e Agência Mural, e foi líder de conteúdo no 'Economista Sincero'. Hoje, atua como repórter no Money Times.
Jornalista formado e com MBA em Planejamento Financeiro e Análise de Investimentos. Passou pelas redações da TV Band, UOL, Suno Notícias e Agência Mural, e foi líder de conteúdo no 'Economista Sincero'. Hoje, atua como repórter no Money Times.

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