Economia

JP Morgan faz aposta no Brasil para 2026: veja 8 empresas para acompanhar no ano, segundo o banco

11 dez 2025, 11:53
JPMorgan
(Imagem: Bloomberg)

O Brasil é o único país da América Latina que recebeu o Overweight, o equivalente a “compra”, do JP Morgan. Em um relatório recente, o banco norte-americano afirmou que o país está em um bom caminho apesar dos percalços esperados para 2026. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

De acordo com a publicação, o JP Morgan vê como positivo o corte na taxa de juros já no primeiro trimestre de 2026, o que historicamente tende a impulsiona as ações brasileiras. Nomes como Chile e México permaneceram como “neutros“, Colômbia e Peru, Underweight (equivalente a “venda“) e a Argentina não foi considerada (Off-index). 

Com juros menores, os investidores locais e internacionais devem migrar da renda fixa para bolsa, que já vem apresentando um resultado positivo nos últimos meses de 2025. Vale dizer ainda que o investimento direto no país deve continuar crescendo, segundo o JP Morgan, tendo em vista a maior atenção global ao Brasil. 

No entanto, o Brasil terá eleições presidenciais e para renovação das Casas Legislativas em 2026, o que é um ponto de atenção para os analistas. 

Em outubro do ano que vem, o eleitor escolherá deputados, dois senadores, governador e presidente. 

O tabuleiro eleitoral no Brasil de 2026 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A despeito das disputas políticas, os investidores devem se preocupar mesmo é com a agenda fiscal do governo federal. Caso as eleições tragam um governo com compromisso com equilíbrio fiscal e reformas estruturais, isso pode gerar um upside assimétrico positivo no ano. 

No entanto, a volatilidade deve estar presente ao longo do ano devido às preocupações com eleitorais. Ainda assim, o potencial de alta é maior que o de baixa, segundo o relatório. 

Por outro lado, os analistas ainda destacam que a possível expansão de gastos ou falta de ajuste fiscal pode deteriorar expectativas e pressionar juros. 

Nesse cenário, caso o real se desvalorize fortemente ou ocorram choques externos, o início do afrouxamento monetário pode ser postergado, o que exigiria um ajuste das projeções.  

Top Picks do JP Morgan 

Ação (Código)  Destaque 
Nubank (NU)  Maior neobank da América Latina, com forte crescimento e ROE elevado. 
Petrobras (PETR3)  Produção acima do guidance, dividendos robustos (~10% yield). 
Vale (VALE3)  Vantagem competitiva em qualidade do minério, bom potencial de preço. 
Suzano (SUZB3)  Beneficiada por alta esperada no preço da celulose e aumento de volumes. 
Hypera (HYPE3)  Crescimento orgânico e lançamento de genéricos GLP-1. 
Localiza (RENT3)  Maior locadora, deve se beneficiar da queda da Selic. 
Sabesp (SBSP3)  Privatização e leilões de concessão devem impulsionar resultados. 
Cyrela (CYRE3)  Exposição ao ciclo de queda de juros e segmento de média/alta renda. 
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE


As menos preferidas do JP Morgan
 

Ação (Código)  Destaque 
Magazine Luiza (MGLU3)  Pressão competitiva e cenário macro desafiador. 
Cemig (CMIG4)  Estatal com risco político e menor potencial de valorização. 
Tupy (TUPY3)  Margens pressionadas e incertezas estratégicas. 

 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Compartilhar

WhatsAppTwitterLinkedinFacebookTelegram
É editor-assistente do Money Times, atua na cobertura de criptomoedas, criptoeconomia e tecnologia para o Crypto Times. Formado em jornalismo pela ECA-USP, graduando em Economia na Unifesp. Foi repórter no Seu Dinheiro, Editora Globo e SpaceMoney.
É editor-assistente do Money Times, atua na cobertura de criptomoedas, criptoeconomia e tecnologia para o Crypto Times. Formado em jornalismo pela ECA-USP, graduando em Economia na Unifesp. Foi repórter no Seu Dinheiro, Editora Globo e SpaceMoney.

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies.

Fechar