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JBS (JBSS32) pede cancelamento de registro de companhia aberta na CVM; controladora faz movimento inverso

21 set 2026, 18:53
jbs jbss3
(Foto: Divulgação)

A JBS (JBSS32) informou nesta segunda-feira (21) que apresentou à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) um pedido para cancelar voluntariamente seu registro de emissora de valores mobiliários na categoria A.

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O movimento ocorre no mesmo dia em que veio a público que a J&F, dos irmãos Wesley e Joesley Batista e controladora da JBS, solicitou à CVM o registro de companhia aberta na categoria B.

Segundo a JBS, o pedido de cancelamento foi apresentado após a companhia obter a anuência da totalidade de seus acionistas e dos demais titulares de valores mobiliários emitidos pela empresa.

A efetivação do cancelamento ainda depende da conclusão da análise pela CVM, conforme os procedimentos e prazos previstos na regulamentação da autarquia.

JBS: Movimentos diferentes

Os dois movimentos, embora ocorram simultaneamente, têm naturezas diferentes. O registro de categoria A, cujo cancelamento foi solicitado pela JBS, permite a emissão de quaisquer valores mobiliários, incluindo ações.

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Já a categoria B, solicitada pela J&F, não permite a negociação de ações e abre caminho para que a holding acesse o mercado de capitais por meio de instrumentos de dívida, como debêntures.

O pedido da J&F ocorre em meio à reorganização do conglomerado dos irmãos Batista. A companhia deixou de se chamar J&F Investimentos e passou a adotar o nome J&F S.A., com o objetivo de deixar de funcionar apenas como uma holding de investimentos.

A reorganização prevê a incorporação de negócios integralmente controlados pelo grupo, começando pela Âmbar Energia. A JBS, por sua vez, permanecerá como uma companhia separada.

A J&F também controla negócios como Eldorado Brasil Celulose, Flora e Lhg Mining, além da Âmbar Energia. A estratégia do grupo é centralizar a gestão financeira e ampliar o acesso a fontes de financiamento, mantendo as operações dos diferentes negócios separadas.

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Repórter
Formado em Jornalismo pela Universidade São Judas Tadeu, atua como repórter no Money Times desde março de 2023. Antes disso, trabalhou por mais de três anos no Canal Rural. Em 2024 e 2025, integrou a lista dos 100 jornalistas + Admirados da Imprensa do Agronegócio e, em 2026, alcançou o Top 50 da premiação.
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Formado em Jornalismo pela Universidade São Judas Tadeu, atua como repórter no Money Times desde março de 2023. Antes disso, trabalhou por mais de três anos no Canal Rural. Em 2024 e 2025, integrou a lista dos 100 jornalistas + Admirados da Imprensa do Agronegócio e, em 2026, alcançou o Top 50 da premiação.
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