Economia

Junho turbinado: romance e estreia do Brasil prolongam onda de gastos dos brasileiros, diz Elo

19 jun 2026, 14:24 - atualizado em 19 jun 2026, 14:24
Dia do Namorados, Bares, Restaurantes
Os setores mais beneficiados pela celebração romântica foram bares e restaurantes, com alta de 21% (Imagem: Agência Sebrae)

A proximidade entre o Dia dos Namorados, celebrado em 12 de junho, e a estreia da Seleção Brasileira na Copa do Mundo, em 13 de junho, ajudou a impulsionar o consumo dos brasileiros e criou um efeito de sequência nos gastos, revela a rede de cartões Elo. Em vez de disputar a atenção dos consumidores, as duas datas atuaram de forma complementar, estimulando compras em dias consecutivos.

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Levantamento baseado em transações realizadas no crédito aponta que o faturamento do Dia dos Namorados cresceu 9% em relação a 2025, superando a inflação acumulada no período, de 4,7%, e registrando o melhor desempenho da data nos últimos três anos.

Os setores mais beneficiados pela celebração romântica foram bares e restaurantes, com alta de 21%, seguidos por turismo (19%) e cuidados pessoais (12%). Em contrapartida, o segmento de roupas, calçados e acessórios recuou 2%, indicando uma mudança no perfil de consumo, com maior valorização de experiências em detrimento de bens materiais.

Já na estreia do Brasil na Copa, o comportamento dos consumidores se voltou para o abastecimento e a convivência coletiva. Os pequenos supermercados lideraram o crescimento, com avanço de 38% sobre o ano anterior, enquanto bares, restaurantes e alimentação também registraram expansão, refletindo a preparação para acompanhar a partida.

Segundo a análise, bares, restaurantes e alimentação foram os segmentos que mais se beneficiaram da combinação entre os dois eventos, capturando tanto o consumo ligado à celebração romântica quanto aquele associado aos encontros para assistir aos jogos.

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O resultado foi um junho com ritmo de consumo mais prolongado. Em vez de um único pico de vendas, o mercado observou duas ondas consecutivas de gastos, sustentadas por diferentes motivações, mas capazes de ampliar o aquecimento da atividade econômica no período.

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Editor-assistente
Formado pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, cobre mercados desde 2018. Ficou entre os jornalistas +Admirados da Imprensa de Economia e Finanças das edições de 2022, 2023 e 2024. Possui curso intensivo de mercado de capitais oferecido pelo Insper em parceria com a B3. É também setorista de bancos. Antes, atuou na assessoria de imprensa do Ministério Público do Trabalho e como repórter do portal Suno Notícias, da Suno Research.
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