Crédito Privado

Renda fixa: XP vê oportunidade no crédito privado; saiba o que levar em conta ao escolher os papéis

10 jun 2026, 11:11 - atualizado em 10 jun 2026, 11:11
(Imagem: Canva / Montagem: Giovanna Figueredo)

A XP Investimentos acredita que a recente abertura dos spreads não reflete uma crise de crédito, mas, sim, um ajuste técnico que torna o crédito privado mais atrativo para o segundo semestre de 2026. A palavra de ordem, porém, é seletividade na hora de escolher os papéis.

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Segundo o relatório “Onde Investir” da corretora, a primeira metade de 2026 foi marcada por uma mudança importante no cenário macroeconômico. A desaceleração da inflação perdeu força devido às tensões geopolíticas no Oriente Médio, o que levou o mercado a revisar para cima as expectativas de juros.

Além disso, houve uma abertura dos spreads de crédito, impulsionada por resgates em fundos de crédito privado e aumento da cautela dos investidores por conta de crises em empresas como Raízen (RAIZ4) e GPA (PCAR3).

Neste cenário, a expectativa para a Selic até o final do ano ficou mais alta, o ciclo de corte de juros foi adiado e os diferentes indexadores da renda fixa passaram a ter atratividades distintas, sendo importante fazer uma boa análise na alocação de renda fixa.

Para a XP, os pós-fixados continuam sendo a base das carteiras, especialmente para reserva de liquidez, por oferecerem elevado carrego com menor volatilidade.

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Já os títulos indexados à inflação ficaram mais atrativos após a recente alta das taxas reais e o aumento dos riscos inflacionários globais. Porém, a recomendação é evitar alongar excessivamente os prazos, priorizando investimentos de até 6 anos.

Os prefixados exigem maior cautela, já que a revisão das expectativas para a Selic reduziu o potencial de ganhos adicionais no curto prazo.

A casa destaca que o cenário exige maior seletividade e disciplina na alocação. A análise cuidadosa dos emissores inclui a busca por empresas de risco baixou ou médio de crédito. A casa também destaca a importância da diversificação entre setores, incluindo exposição internacional, para construir portfólios mais resilientes e aproveitar as oportunidades do mercado.

*Com supervisão de Maria Carolina Abe

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Repórter estagiária no Money Times e jornalista em formação pela Universidade de São Paulo, com passagem pela Sapienza Università di Roma. Antes, trabalhou no UOL, no Terra e no Laboratório Agência de Comunicação da ECA-USP.
Repórter estagiária no Money Times e jornalista em formação pela Universidade de São Paulo, com passagem pela Sapienza Università di Roma. Antes, trabalhou no UOL, no Terra e no Laboratório Agência de Comunicação da ECA-USP.
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