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Juros futuros recuam, mas seguem acima de 14% em toda a curva, com falas de Galípolo e Powell

30 mar 2026, 18:41 - atualizado em 30 mar 2026, 18:42
Juros Futuros
(Imagem: inkdrop)

A curva de juros futuros brasileira recuam em toda a curva, na esteira dos títulos norte-americanos, com os investidores atentos a desdobramentos do conflito no Oriente Médio.

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As taxa de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2027, de curtíssimo prazo, fechou a 14,285% ante 14,395% do ajuste anterior.

Já a taxa de DI para janeiro de 2029, de médio prazo, terminou a sessão a 14,025% ante 14,130% do fechamento anterior.

DI para janeiro de 2036, de longo prazo, encerrou o dia a 14,095% ante 14,100% do fechamento de da última sexta-feira (27), recuando 0,5 ponto-base.

Nos Estados Unidos, os rendimentos (yields) dos títulos do Tesouro norte-americano, os Treasuries, também fecharam em queda.

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O yield do Treasury de dois anos – mais sensível a política monetária – fechou em queda, a 3,838% ante 3,916% do ajuste anterior. Já o retorno do título de dez anos – referência global para decisões de investimento – subiu a 4,350% ante 4,440% da última sexta-feira.

Efeitos da guerra no Irã

Os investidores continuaram a manter os efeitos da guerra sobre a inflação brasileira, em função da disparada do petróleo, no radar.

Em evento, o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, disse que a auroridade monetária optou por um corte menor no juros justamente para “ganhar mais tempo”. Para ele, a postura mais conservadora do BC é o que permite a calibragem da política monetária neste momento. No começo do mês, o Copom cortou a Selic de 15% para 14,75% ao ano.

Já nos Estados Unidos, o presidente do Federal Reserve (Fed, o Banco Central dos EUA), Jerome Powell, disse que o BC pode “esperar para ver” como a guerra no Irã afetará a economia e a inflação.

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Na B3, as opções de Copom precificavam na última sexta-feira (27) –– na atualização mais recente, 37,50% de chance de o Copom cortar a Selic em 25 pontos-base, para 14,50% ao ano, mantém-se majoritária, com 43,50% de chance. A probabilidade de redução de 50 pontos-base, para 14,25% a.a., era de 19,50% e a chance de manutenção em 28,50%.

Antes da guerra, os percentuais eram de 77,50% para corte de 50 pontos-base em abril, 20,04% para redução de 25 pontos-base e zero para manutenção.

Conflito no Irã

No 31º dia de conflito no Oriente Médio, o mercado operou na expectativa de escalada das ações após a entrada do grupo extremista Houthis no confronto no final de semana.

Nesta segunda-feira, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reafirmou as ameaças de destruir a infraestrutura energética e usinas de dessalinização caso Teerã se recuse a negociar. Enquanto isso, há relatos da chegada de mais militares dos EUA para uma possível invasão terrestre.

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Segundo o The New York Times, o chefe da Casa Branca confirmou que está em tratativas com o presidente do parlamento do Irã, Mohammad Bagher Ghalibaf.

Apesar dos “grandes avanços”, o chefe da Casa Branca alertou que se um acordo não for alcançado em breve com Teerã, os EUA atacarão todas as usinas de energia, poços de petróleo e a Ilha de Karg, além de todas as usinas de dessalinização.

Segundo fontes à Reuters, milhares de soldados da 82ª Divisão Aerotransportada do Exército dos EUA começaram a chegar ao Oriente Médio.

Os paraquedistas, baseados em Fort Bragg, Carolina do Norte, somam-se aos milhares de marinheiros, fuzileiros navais e forças de operações especiais adicionais enviados à região. No fim de semana, cerca de 2.500 fuzileiros navais chegaram ao Golfo.

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*Com informações de Reuters

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Repórter
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter do MoneyTimes e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise politica da XP Investimentos.
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter do MoneyTimes e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise politica da XP Investimentos.
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