Juros Futuros

Juros futuros fecham em queda com conflito no Irã no radar e reforça expectativa de corte na Selic

10 mar 2026, 18:30 - atualizado em 10 mar 2026, 18:31
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(Imagem: inkdrop)

As taxas dos Depósitos Interfinanceiros (DIs) fecharam a terça-feira (10) com quedas firmes, com investidores elevando as apostas de que o Copom cortará a Selic em 0,50 ponto percentual na próxima semana.

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Em sintonia com a queda forte do petróleo no exterior e o novo recuo do dólar ante o real, a taxa do DI para janeiro de 2027 estava em 13,6% no fim da tarde, com recuo 14 pontos-base ante o ajuste de 13,741% da sessão anterior. Na ponta longa da curva, a taxa do DI para janeiro de 2035 marcava 13,68%, com baixa de 15 pontos-base ante 13,83%.

No exterior, a queda do petróleo manteve a curva norte-americana relativamente acomodada. Às 16h34, o rendimento do Treasury de dois anos – que reflete apostas para os rumos das taxas de juros de curto prazo – tinha queda de 1 ponto-base, a 3,584%.

Já o retorno do título de dez anos– referência global para decisões de investimento – subia 1 ponto-base, a 4,148%.

O que derrubou os DIs hoje?

Na véspera (9), declarações de Trump de que a guerra dos EUA e de Israel com o Irã estaria praticamente concluída já haviam enfraquecido as taxas futuras no Brasil.

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Em conversa com parlamentares republicanos, Trump disse que a guerra “será concluída muito rapidamente” e, em entrevista à Fox News, afirmou que é possível que ele esteja disposto a conversar com o Irã.

A esperança de que a guerra possa terminar no curto prazo, normalizando o fluxo de petróleo pelo Estreito de Ormuz, próximo do Irã, fez os preços da commodity despencarem para perto de US$ 84 o barril nesta terça-feira.

A queda forte do petróleo, que na véspera esteve perto dos US$ 120, diminuiu as preocupações quanto aos efeitos inflacionários da guerra ao redor do mundo – incluindo no Brasil.

“A curva de juros no Brasil subiu com o receio da guerra e agora, com alguns sinais de que ela pode ter curta duração, o mercado está voltando”, resumiu durante a tarde Luciano Rostagno, estrategista-chefe e sócio da EPS Investimentos.

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“Parece que os Estados Unidos estão conseguindo alcançar seu objetivo de forma rápida. E se for isso mesmo, o petróleo tende a se acomodar.”

Como consequência, o movimento nos DIs refletiu a elevação das apostas de que o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central aplicará na próxima semana um corte maior da Selic, hoje em 15%.

Durante a tarde, a curva de juros brasileira precificava cerca de 76% de probabilidade de corte de 50 pontos-base da Selic, contra 24% de chance de redução de 25 pontos-base, conforme a EPS Investimentos. Na segunda-feira, os percentuais eram de 28% e 72%, respectivamente.

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A Reuters é uma das mais importantes e respeitadas agências de notícias do mundo. Fundada em 1851, no Reino Unido, por Paul Reuter. Com o tempo, expandiu sua cobertura para notícias gerais, políticas, econômicas e internacionais.
A Reuters é uma das mais importantes e respeitadas agências de notícias do mundo. Fundada em 1851, no Reino Unido, por Paul Reuter. Com o tempo, expandiu sua cobertura para notícias gerais, políticas, econômicas e internacionais.

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