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Justiça de MG rejeita pedido de bloqueio de R$ 1 bilhão da Vale (VALE3) feito pelo Estado

06 fev 2026, 13:12 - atualizado em 06 fev 2026, 13:25
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(Imagem: REUTERS/Pilar Olivares)

A Justiça de Minas Gerais recusou o pedido do Estado para que fosse bloqueado R$ 1 bilhão da Vale (VALE3) em decorrência do extravasamento de água, sedimentos e rejeitos da Mina de Viga, em Congonhas (MG). De acordo com a sentença, a medida seria prematura, pois ainda não há definição sobre a existência e o montante das indenizações eventualmente devidas.

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“Dessarte, a ausência de quantificação do quantum indenizatório, aliada ao potencial impacto econômico da medida, capaz de inviabilizar a atividade empresarial, recomenda cautela”, escreveu o juiz Ricardo Savio de Oliveira no despacho.

No mesmo documento, o magistrado aponta que a Vale feriu a Política Nacional de Segurança de Barragens “seja por não garantir a segurança”, apontou, “seja por não informar ao órgão fiscalizador que havia instalado, em cava de mina que constava como inativa, estrutura de contenção para o volume de água e sedimentos depositados”.

Também afirmou que “é patente o perigo de dano em virtude da possibilidade de degradação do meio ambiente e, principalmente, da perda de vidas humanas, caso haja rompimento da barragem de responsabilidade da ré”.

Em comunicado, a Vale esclarece que os extravasamentos aconteceram em reservatórios, não barragens.

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“A Companhia esclarece que os extravasamentos ocorridos nas unidades de Fábrica e Viga em janeiro de 2026 não têm qualquer relação com as barragens da Vale na região, as quais permanecem com condições de segurança inalteradas e sob monitoramento contínuo, 24 horas por dia, 7 dias por semana.”

A Vale disse ainda que segue cooperando com as autoridades e apresentará suas manifestações dentro dos prazos legais. “As causas dos eventos continuam sendo apuradas de forma técnica e estruturada, com transparência. A companhia esclarece que já iniciou os trabalhos para a remoção de sedimentos e que está trabalhando no desenvolvimento do Plano de Recuperação de Áreas Degradadas, conforme compromissos com autoridades. A prioridade da Vale permanece sendo a proteção das pessoas, das comunidades e do meio ambiente.”

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