Kassab defende política de reestruturação e corte de R$ 1 bilhão para investimentos em setores vitais
Definido como pré-candidato a vice-presidente de Ronaldo Caiado, o presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab pregou uma política de reestruturação do Estado caso a chapa seja eleita e assuma o governo federal a partir de janeiro de 2027. Segundo Kassab, o País enfrenta “dificuldades severas devido à ineficiência no combate à corrupção, falta de transparência e ausência de uma reforma administrativa profunda que não ajuda o contribuinte”.
Segundo as projeções apresentadas pelo comando do PSD, o plano de governo estima obter, por meio de reformas estruturais, mais de R$ 1 bilhão para aportes em setores vitais.
“O governo não conseguiu trazer a transparência para os recursos públicos e fazer uma reforma administrativa bem-feita. Sem esses subsídios e privilégios que não precisam existir, poderíamos ultrapassar mais de R$ 1 bilhão para investir em infraestrutura, saúde, segurança e educação”, argumentou Kassab.
Ex-ministro de Dilma Rousseff (PT) e de Michel Temer (MDB) e ex-prefeito de São Paulo, Kassab admitiu a crise de imagem da política em sua fala e afirmou que cabe ao PSD dar respostas à sociedade.
“A República está podre e os poderes estão contaminados com ineficiência, e isso acaba abalando a confiança da sociedade brasileira na República. Hoje consolidamos o projeto de mudança; vamos mostrar que o PSD está preparado para dar as respostas que a sociedade precisa”.
Vice dos sonhos, pelo menos para Caiado
Para o presidenciável Ronaldo Caiado (PSD), a composição interna, com a escolha do fundador e presidente do PSD como vice, reflete a solidez partidária. Sem atingir 5% das intenções de voto nas pesquisas eleitorais, o ex-governador de Goiás refutou que a escolha de Kassab seja meramente figurativa, ou fruto da ausência de interesse de outras legendas.
No evento desta quarta-feira (1) em que confirmou Kassab como pré-candidato a vice, Caiado reforçou o peso técnico do político para a estabilidade política do País.
“Você tem que ter uma chapa pensando exatamente na governabilidade. Eu não quero um vice para tirar foto, quero um vice para governarmos juntos. O Kassab é o vice sonhado por qualquer candidato. A nossa chapa é uma realidade para o povo brasileiro”, destacou Caiado.
Segundo ele, a consolidação do projeto majoritário passa pela ampla rede de contatos da liderança partidária. A ausência no evento de líderes do PSD, como o ex-prefeito do Rio e pré-candidato ao governo fluminense, Eduardo Paes, dos governadores Raquel Lyra, de Pernambuco, Fábio Mitidieri, de Sergipe e do de Minas Gerais, Mateus Simões, foi minimizada pelo o comando do partido.
Kassab explicou que o grupo cumpre agendas locais devido ao fim do prazo legal, em 4 de julho, para de inaugurações de obras públicas antes das eleições.
“Os governadores têm somente mais dois dias para inaugurações. Não vamos tirar os governadores dos Estados para isso”, justificou. O presidente da legenda explicou que haverá flexibilidade regional, permitindo que líderes construam seus arranjos locais com outras legendas, mas cobrou empenho para a chapa presidencial entre ele e Caiado.
Caiado demonstrou otimismo em relação à abrangência de sua campanha. “Nós temos apoio no interior do Paraná, em Santa Catarina, com João Rodrigues (ex-deputado federal), onde estaremos amanhã. No Rio de Janeiro, o Kassab esteve lá e teremos nosso comitê com Eduardo Paes. Em São Paulo, com o próprio Kassab. No Nordeste, temos apoio de senadores e deputados na Paraíba, no Ceará e em Pernambuco”, concluiu.
*Com orientação de Gustavo Porto